Resenha: A Música do Silêncio – Patrick Rothfuss.

Auuuuuuuuuuuuuuu, auuuuuuuuuuuuuuu!

Espera! Antes de ler o post tenho que avisar. Calma que não é SPOILER. Relaxou? Sigamos em frente. Se você não conhece o mundo fantástico do escritor americano Patrick Rothfuss ou se você não gosta de passar o tempo com uma leitura monótona e cheia de segredos, então fique por aqui. Caso contrario, sinta-se a vontade para saber mais um pouquinho sobre A Música do Silêncio.

Com 144 páginas, o livro é uma variação do enredo da Crônica do Matador do Rei, ou seja, pertence ao maravilhoso mundo do nosso adorado Kote e fui publicado no início desse ano, em Janeiro de 2015, através da Editora Arqueiro. Quem pega um exemplar nas mãos na livraria, dá de cara com a afirmação: “Este é um livro diferente”. Sim, é muito diferente. A escrita, então, nem se fala. É mais que meticulosa se comparada a outros enredos. Vamos a sinopse?

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Sinopse: Debaixo da Universidade, bem lá no fundo, há um lugar escuro. Poucas pessoas sabem de sua existência, uma rede descontínua de antigas passagens e cômodos abandonados. Ali, bem no meio desse local esquecido, situado no coração dos Subterrâneos, vive uma jovem. Seu nome é Auri, e ela é cheia de mistérios. A música do silêncio é um recorte breve e agridoce de sua vida, uma pequena aventura só dela. Ao mesmo tempo alegre e inquietante, esta história nos oferece a oportunidade de enxergar o mundo pelos olhos de Auri. E nos dá a chance de conhecer algumas coisas que só ela sabe… Neste livro, Patrick Rothfuss nos leva ao mundo de uma das personagens mais enigmáticas da série A Crônica do Matador do Rei. Repleto de segredos e mistérios, A Música do Silêncio é uma narrativa sobre uma jovem ferida em um mundo devastado.

O livro conta com descrições objetivas das variações e dos locais do subterrâneo, onde Auri passa a maior parte da aventura, já que lá é o seu lar, e aos poucos vamos conhecendo mais sobre a vida misteriosa de Auri. Nas primeiras linhas, percebemos como ela se relaciona com o lugar, como se fosse parte integrante dele e não apenas uma ocupante. Apesar de suspeitarmos dos sofrimentos que marcaram a vida de uma menina que se revela deveras inteligente, conseguimos captar a sua amistosa amizade, a sua graça em um lugar que é tão sujo e obscuro e a sua resistência em gostar do que é certo e de direito.

A narrativa não traz grandes surpresas, mas atestam um pouco da história de Auri, que a gente já suspeitava. Como, por exemplo, Auri não é o seu nome verdadeiro ou o fato de a moça ter sido estudante de Alquimia na Universidade. Temo que outras informações sejam dadas como SPOILER, então deixo a decisão de leitura com vocês.

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Na minha opinião, se é que ela vale de alguma coisa, a leitura se tornou maçante por conta da quantidade de descrição e da falta de um clímax característico. A falta de um desfecho meio que desmotiva a continuação da leitura e altera os ânimos. Apesar de acreditar que a escolha da narrativa descritiva funcionou muito bem para criar em nosso imaginário todas as ramificações do subterrâneo, não nego que foi uma escolha perigosa. Deveras, na verdade. Uma escolha que colocou em risco o ritmo, a continuidade e a progressão da história. Então,  concordo com o próprio autor ao escrever:

“Então. Se você leu este livro e não gostou, me desculpe. A culpa é minha. Esta é uma história estranha. Talvez você a aprecie melhor numa segunda leitura. (Quase todos os meus livros são melhores da segunda vez.) Mas também pode ser que não. Se você é uma das pessoas que acharam esta história desconcertante, tediosa ou confusa, peço desculpas. A verdade é que provavelmente ela não era para você.”

Esse trechinho é do próprio Patrick Rothfuss que já sabia da possibilidade do livro não ser bem aceito por todos os seus leitores. Bacana da sua parte em ser sincero e dar a chance do leitor que acompanha o Kote escolher, não é?

Perdão se acabei jogando um balde de água fria nos ânimos, essa não era minha intenção, só quis esclarecer minha opinião e deixar em aberto para você, caro leitor, fazer a sua escolha.

Um final de semana de luz para nós e até o próximo Litera! Ah! Não esqueçam de me contar se já leram e o que acharam ou se ainda vão ler. Olha lá, que o feedback de vocês é essencial. É muito bom deixar o post aberto para discussão e receber a opinião de todos.

Beijos, beijos a loba da vez.

Resenha: O Nome do Vento – Patrick Rothfuss

Uivos de saudações, leitores! Está um quinta de sol e muita expectativa por aqui. E por aí?

Este será o último post da semana porque viajarei durante o fim de semana e esse é o motivo da minha expectativa. É uma viagem curta e de descanso, mas não posso negar minha alegria, já que sou uma verdadeira admiradora da natureza e dos lugares bonitos da minha terrinha.

Enfim, mas hoje no Literaócio vim falar do primeiro volume (ou primeiro dia) da Crônica do Matador do Rei, uma série fantástica escrita por Patrick Rothfuss. O Nome do Vento, lançado em 2009 pela editora Arqueiro, conta com 656 páginas sobre o desenrolar de um mito.

O Nome do Vento: arte da capa por Marc Simonetti.

O Nome do Vento: arte da capa por Marc Simonetti.

Sinopse: Ninguém sabe ao certo quem é o herói ou o vilão desse fascinante universo criado por Patrick Rothfuss. Na realidade, essas duas figuras se concentram em Kote, um homem enigmático que se esconde sob a identidade de proprietário da hospedaria Marco do Percurso. Da infância numa trupe de artistas itinerantes, passando pelos anos vividos numa cidade hostil e pelo esforço para ingressar na escola de magia, O nome do vento acompanha a trajetória de Kote e as duas forças que movem sua vida: o desejo de aprender o mistério por trás da arte de nomear as coisas e a necessidade de reunir informações sobre o Chandriano – os lendários demônios que assassinaram sua família no passado.

Meu primeiro contato com o livro foi na prateleira de uma livraria. Fiquei a fitar a arte da capa por não sei quantos segundos e minha mente só sussurrava: aventura, aventura, aventura. Ora, sempre fui amante de uma boa saga: Tolkien, C.S Lewis, JK Rowling, Christopher Paolini, entre outras. Vi Patrick, um nome até então desconhecido, carregando uma proposta de aventura fantástica e não pensei duas vezes em levar o livro para casa. Comecei a ler o quanto antes.

A narrativa conta a história do protagonista através do próprio. Como é que é?

Pois é, Patrick Rothfuss foi muito inteligente ao escolher dois narradores para dar conta de uma aventura que se desenrola em níveis libertadores. Primeiro, o narrador clássico em terceira pessoa que dá a narrativa a oportunidade de uma visão mais ampla. Segundo, o narrador em primeira pessoa, que acaba tornando a narrativa, ao mesmo tempo, mais intimista e realista ou não, já que é o próprio protagonista quem conta a sua versão dos fatos.

Em O Nome do Vento somos envolvidos com o mito de um tal Matador do Rei que é conhecido também por vários outros nomes, o Kvothe de codinome Kote.

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É, o danado do Patrick não criou apenas uma história, mas uma verdadeira lenda viva dentro de seu fantástico universo. E essa lenda decidirá contar a verdade do início, desenrolar e desfecho de sua trajetória em exatos três dias (cada livro corresponde a um dia), após a insistência de um cronista que suspeitara de sua verdadeira identidade desde que topara com Kote.

A narrativa parte de um presente cheio de mistério com personagens curiosos para um passado onde, aos poucos e com muito respeito a trajetória da lenda viva, as coisas vão sendo explicadas. Estou falando do Kote, que num primeiro momento nos é apresentado como um singelo e enigmático homem, proprietário da Pousada Marco do Percurso. Kote é o mocinho, de início, que é tão humano quanto nós e já sofreu um bocado. E cê quer saber o motivo de eu ter dito de início? Ora, ao longo das páginas, começamos a nos perguntar se o mesmo mocinho não seria o tal vilão da própria trajetória. A dúvida só não é sanada por conta de um grupo conhecido como o Chandriano, esse daí parece ser o vilão da aventura.

Pensa que acabou por aí? Não. Temos verdadeiras histórias que recontam e personificam muitas de nossas crenças. Temos a alquimia, um velho mestre de beira de estrada, o desejo do protagonista de estudar magia e a arte de nomear as coisas (que, diga-se de passagem, é fantástica), desejo esse que é custeado através de muitos percalços e preâmbulos recheados de sofrimento e lições de crescimento. E a Universidade, é claro. Escola diferente de qualquer outra. Só? Ledo engano. Temos uma pitada de romance e muitas descobertas sobre o tal do grupo que possui relevância crucial na criação do mito e das muitas personalidades do Kote, quem domina inúmeras especialidades: trovador, músico, ladrão… Quer saber mais?

Bem, só lendo o livro mesmo. Garanto que não vai se arrepender. Estamos falando de uma verdadeira aventura épica.

Fiquei apaixonada pelo universo e pelo menino de cabelos de fogo. Já li o segundo livro: O Temor do Sábio – A Crônica do Matador do Rei: Segundo dia. E minhas entranhas se corroem pelo terceiro dia, que é o próximo volume.

A trilogia é meu xodó da Literatura Fantástica do momento e eu já li O Nome do Vento duas vezes e em cada leitura parece que estou descobrindo o universo e o meu querido Kote pela primeira vez.

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Minha gente, minha tentativa foi de falar um pouco sobre esse livro sem dar muitos spoilers ou informações que vão além da sinopse do próprio livro que é para todos se sentirem convidados a realizar essa leitura. Mais na frente, pretendo fazer um post mais completo sobre a saga e falando um pouco sobre o segundo volume.

É isso. Espero que tenham gostado e que se sintam tentados a embarcar nesta leitura,que pode até ser um pouco confusa no início, mas que faz muito sentido ao longo das páginas. Está no ócio? Litera nele!

Beijos, beijos a loba da vez.

Resenha – Coletânea Mundos Vol.4

Auuuuuuu, leitores! Entramos em um novo ciclo lunar e com essa atmosfera de novidade venho aqui deixar uma resenha deveras diferente das demais. Mas antes de apresentá-la, pergunto-lhes como estão. Como anda o início da semana para vocês?

Por aqui as coisas andam mais atrapalhadas que guarda-roupa desajeitado. Não. Não é exagero. Tudo bem, talvez seja. Na verdade, estou lamentando mesmo pelo domingo ter passado tão rápido. E sabe o motivo? Foi que fiz uma releitura muito gostosa ao ar livre. E agora vou apresentá-la a vocês. Quem já ouviu falar da coletânea de contos fantásticos da Editora Buriti, a Mundos?

Livro Mundos Vol. 4 publicado pela Editora Buriti.

Livro Mundos Vol. 4 publicado pela Editora Buriti.

 O quarto volume da antologia Mundos está recheado com oito contos de diversos autores no decorrer de 140 páginas. Os autores selecionados para a antologia foram: Paulo Abe, Tamires Branu, João Marciano Neto, Gilson Cunha, Miguel Bernardi, Moacir de Souza Filho, J.J Ducak e Zero Medeiros.

Yes, eu participei. Alguns de vocês já devem ter visto na aba Autorias do Menu do blog ou não. Não tem problema. Deixa eu te falar mais um pouquinho sobre ele.

Publicado pela Editora Buriti no mês de maio, esta antologia concentra as melhores histórias de fantasia, ambientadas em outros universos ou outras versões do nosso próprio mundo, abordando temas como futuro, desigualdade social, devastação, felicidade, vaidade e por aí vai.

Como o livro em si já é curtinho, vou procurar falar dele como um todo (espero que não fique nada confuso!). Todos os contos contam com uma perspectiva de mundo e fantasia diferente. Não vou revelar em águas claras de que se trata.

Domingo de releitura e parque.

Domingo de releitura e parque.

Abrindo a aventura pelos mundos fantásticos, temos o primeiro conto, ‘O último judeu’, de Paulo Abe, levando-nos além da Terra, onde nos é apresentado uma nova visão da civilização. Enquanto a civilização sofre com uma ameaça de devastação, que parece impossível de ser aniquilada, o inesperado acontece. Pode ser a salvação ou pode ser a destruição. Quer saber? Corre e vai garantir o seu.

11350388_643177549145609_1770911251_nO conto seguinte, ‘Era uma vez a Pátria dos Flames’, de Tamires Branu nos leva para outro universo alternativo e nos envolve com a história infeliz da protagonista, Callie Young, que desafia o próprio lugar de origem em busca de aceitação. A reviravolta nos deixa com gostinho de “quero mais”.

Em seguida temos ‘Deva’ de João Marciano Neto, onde somos transportados para uma atmosfera tecnológica que nos envolve em um desafio perigoso. No início, o desafio parecia ser a solução. Agora, ninguém sabe. Cuidado, é traiçoeiro. Quer saber qual é?

Convidando o leitor para passear em águas profundas, temos o quarto conto, ‘A mulher que chora’, de Gilson Cunha. Neste conto, o mistério rola solto sobre a natureza da protagonista (ou será que é do protagonista?).

Em um recorte de histórias surge o quinto conto, ‘O chamado do fogo’, de Miguel Bernardi. Os recortes são guiados por lugares diferentes e tempos diferentes da narrativa, que funcionam muito bem para preservar o mistério do enredo. Quando somos levados de volta para nossa herança indígena e nos deparamos com antigos guerreiros, as coisas ficam super interessantes. Quer saber mais?

Até o Aquiles quis ler. <3

Até o Aquiles quis ler. ❤

O sexto conto, Inferno Verde’, de Moacir de Souza Filho nos transporta para a Floresta Intocada, através de uma missão guiada por um nobre da família Gondino. A tal da floresta é independente e tem fama de não facilitar para ninguém. Esse conto equilibra o livro perfeitamente, te deixando satisfeito com a leitura, pois é um conto linear e que abriga muitas críticas disfarçadas. Quer saber até onde essa missão vai chegar?

‘O Espadachim de Gelo, de J.J Ducax, é uma narrativa ambientada num lugar chamado Jahunner, onde o protagonista, um tenente incrédulo, encontra um mendigo deveras misterioso que lhe apresenta um mundo novo. Quer saber de que se trata esse tal mundo?

Fechando a aventura temos o último conto, ‘Garotos são só Garotos’, de Zero Medeiros, que nos leva a viajar entre o presente e o passado, misturando aprendizados, delitos e vingança, sem falar na caracterização de uma persona mítica. Quer saber qual é?

O livro ainda está com um precinho camarada e fretes grátis para todo o Brasil. Pode ser adquirido no site da editora, aqui ó: Editora Buriti. É uma coletânea com autores brasileiros iniciantes ou não, mas que se arriscam no mundo da escrita e colocam a cara a tapa. Que tal a gente valorizar o que é nosso?

Espero que tenham gostado. Foi uma espécie de resenha bastante convidativa e voltada para divulgar o trabalho dos autores e da coletânea. Até a próxima litera!

Beijos, beijos a loba da vez.

Resenha: Homem-Formiga – Filme

Saudações positivas para vocês, leitores! Amanhã já é sexta e daqui a pouco estamos desfrutando do fim de semana. Auuuu, coisa boa! No Literaócio de hoje resolvi trazer novidade fresquinha e recém-saída do forno: a nova estreia da Marvel, Homem-Formiga/Ant-Man.

Os filmes da Marvel são bastante esperados e, talvez, seja por isso que a expectativa acabe te deixando com aquele gostinho de crítica na boca e com aquele pensamento recorrente na cabeça: esperava mais.

A Marvel acabou me decepcionando (exceções: Guardiões da Galáxia e Demolidor), mas isso é história para outros dias. Há quem diga que a história (Homem-Formiga/Ant-Man) adaptada para o cinema chega a ser mais coerente que a dos quadrinhos e tece críticas boas para o “filme pequeno” da Marvel.

Contudo, ainda não estou certa de tecer apenas positividade sobre a nova aposta. Não posso negar que minha relação com a Marvel sempre foi de inquietação. Inquietação quanto aos estereótipos dos personagens, como vilões e heróis, quanto ao exagero no sentindo de ir contra em relação aquilo que se afirma do próprio mundo (No início, sempre é dito algo que é impossível de ser feito ou acontecer e sempre acaba acontecendo no final) e quanto ao enredo um tanto fraco e apelativo para a ação. Então, talvez, só talvez, minha crítica não seja tão válida.
Enfim, vamos ao filme?

Pôster do filme Homem-Formiga nos cinemas.

Pôster do filme Homem-Formiga nos cinemas.

Lançamento: 16/07/2015;
País de origem: EUA;
Direção: Peyton Reed;
Sinopse:
“O ladrão Scott Lang (Paul Rudd) começa a trabalhar para o cientista Dr. Hank Pym (Michael Douglas) a fim de reaver uma fórmula que permite o encolhimento de um homem até o tamanho de uma formiga. Mas a missão de recuperar a fórmula se transforma na luta para salvar o mundo das mãos do antigo sócio de Pym, Darren Cross (Corey Stoll), conhecido como Jaqueta Amarela.”

O filme faz um paralelo entre o primeiro Homem-Formiga, Hank Pym, e o segundo, Scott Lang, através da preparação para a missão já planejada pelo estudioso Hank contra seu formidável e nada cativante aprendiz, Darren Cross.

No início, somos apresentados a empresa do cientista/herói e a sua preocupação em manter seu segredo a salvo, enquanto nos é apresentado o ex-presidiário e especialista em roubo, Scott Lang, a sua vida nada promissora e a sua discrepância em relação a sua antiga família e sua pequena filha.

Daí se desenrola o primeiro ponto positivo: o cenário secundário não é romance (ao menos). Pelo contrário, temos um paralelo de conflitos entre pais e filhas, protagonizado por Scott Lang e sua filha, Cassie e por Hank e sua filha, Hope, quem é já adulta.

Outro ponto positivo é a comicidade de alguns personagens. Comédia sempre foi um elemento integrante nos filmes da Marvel. Contudo, devo dizer que este realmente consegue atender a definição de comédia. É cômico, fazer o quê.

Os últimos pontos positivos são quanto a qualidade das cenas de ficção do herói  e o modo como a batalha final foi pensada. Os efeitos são bons… Tudo bem, são ótimos. Não, são explosivos. E a batalha no quarto da filha de Scott é criativa e incomum de acordo com os padrões da Marvel (não foi tão exagerada e, na verdade, para o conceito do filme (encolher/aumentar) foi cabível e plausível).

É. Fui justa. Mas deixa eu ser só mais um pouquinho? No mais, o filme segue a linha de sempre: narrativa previsível, lenta e fácil, vilão vítima de clichê, herói não muito heroico (quero dizer, uma missão lhe foi dada e ele cumpriu e só)…
Minha conclusão? Até que foi bom para um filme da Marvel (haters gonna hate!).

E você aí, precioso leitor, não se sinta desanimado, pelo contrário, vá tirar suas próprias conclusões acerca do filme!

Beijos, beijos a loba da vez.

Resenha: Cidades de Papel – Filme

Saudosos uivos, leitores! Quero dizer: Volteeei!

Semana passada fui conferir no cinema a estreia da mais nova adaptação para as telonas do querido John Green: Cidades de Papel.
O filme já era bastante esperado pelos fãs do autor e dos atores que deram vida aos personagens principais da história, Nat Wolff e Cara Delevingne.

Fui sem pretensões e sem muitas expectativas. Não li o livro (muita gente falou sobre a história do livro para mim e acabei desistindo), então não estava e nem estou em posição de comparar criticamente a obra; também não é este o meu propósito. Quero apenas compartilhar um feedback de uma telespectadora qualquer que decidiu ir ao cinema para assistir a um filme jovial, e não me decepcionei. Vamos a resenha? (Mantenha a compostura, não tem spoiler).

Cidades de Papel - Pôster

Cidades de Papel – Pôster do filme.

Sinopse: “”Cidades de Papel” é uma história sobre amadurecimento, centrada em Quentin e em sua enigmática vizinha, Margo, que gostava tanto de mistérios, que acabou se tornando um. Depois de levá-lo a uma noite de aventuras pela cidade, Margo desaparece, deixando para trás pistas para Quentin decifrar. A busca coloca Quentin e seus amigos em uma jornada eletrizante. Para encontrá-la, Quentin deve entender o verdadeiro significado de amizade – e de amor.”

O filme é uma divertida aventura adolescente que trata de assuntos como crescimento, relacionamento e amizade. A história se desenrola de forma gostosa e nos proporciona algumas boas risadas.

Margo, a paixão platônica do protagonista, Quentin, é o fogo da lareira. É ela quem move a narrativa, quem traz mistério e aprendizado para o jovem Quentin, apesar de algumas vezes não ser nada intencional. Ora, Margo é uma incógnita e das boas: é uma incógnita até para ela mesma. Fora amiga de Quentin durante a infância, no entanto, diante das personalidades contrárias, os dois acabam por se distanciar ao longo do colegial.

Em uma noite diferente a vizinha, Margo, invade o quarto do antigo amigo, Quentin, e o convida para uma madrugada de aventuras. E daí tudo acontece de forma linear e rápida sem dar espaço para bocejos… Tudo bem, quem sabe quase abrimos a boca algumas vezes. Normal para um filme desse gênero. No mais, os cenários são bem convidativos e a trilha sonora também não deixa a desejar.

Não posso deixar de ressaltar que o final deixou um cheiro de descontentamento no ar. Ora, o modo como as coisas terminam não é esperado e nos deixa meio tonto em relação a personalidade de Quentin (o jovem é mais um clichê de filme adolescente que se apaixona pela garota popular da escola e a tal da paixão é o que define ele), mas é coerente com as lições da narrativa. E que lições!

Destaque para os dois melhores amigos de Quentin, Radar e Ben que trazem toda uma graça e amabilidade para a atmosfera da história.

Para a ideia inicial do filme sobre a personagem Margo a atuação de Cara pode ter deixado um pouco a desejar. Ora, Margo supostamente deveria ter mais “muiteza”, como costumava dizer nosso adorável amigo chapeleiro. Para Quentin a atuação de Nat Wolff nem acrescentou ou amenizou. Digamos que ele incorporou o personagem: comum.
É isso, para um filme a lá “sessão da tarde” foi “muito bem, obrigado”.

Eu gostei de ter ido ao cinema e partilhar com os personagens as descobertas divertidas da adolescência e você? Vai um cineminha aí? Não esqueçam de me contar o que acharam!

Beijos, beijos a loba da vez.

Resenha: Alma Nova – Jodi Meadows

Uivos de saudações leitores! Manhã de sábado aconchegante por aqui na minha cidade. Sabe, aquelas que dá vontade de beber um chocolate quente ou um bom e velho chá enquanto ler um livro? Espero que esteja agradável para vocês também e em qualquer lugar!

Hoje vim compartilhar com um vocês um pouquinho sobre um livro que me encantou primeiro pela arte da capa e da diagramação como pelo tema: reencarnação. Estou falando do primeiro volume, Alma Nova, da trilogia Incarnate, escrito por Jodi Meadows e lançado em 2013 pela Editora Valentina.

“O que é uma alma senão uma consciência que nasce e renasce?”

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Ana é nova. Por milhares de anos, no Range, milhões de almas vêm reencarnando, num ciclo infinito, para preservar memórias e experiências de vidas passadas. Entretanto, quando Ana nasceu, outra alma simplesmente desapareceu… e ninguém sabe por quê.
SEM-ALMA
A própria mãe de Ana pensa que a filha é uma sem-alma, um aviso de que o pior está a caminho, por isso decidiu afastá-la da sociedade. Para fugir deste terrível isolamento e descobrir se ela mesma reencarnará, Ana viaja para a cidade de Heart, mas os cidadãos de lá temem sua presença. Então, quando dragões e sílfides resolvem atacar a cidade, a culpa deverá recair sobre…
HEART
Sam acredita que a alma nova de Ana é boa e valiosa. Ele, então, decide defendê-la, e um sentimento parece que vai explodir. Mas será que poderá amar alguém que viverá apenas uma vez? E será também que os inimigos – humanos ou nem tanto — de Ana os deixarão viver essa paixão em paz? Ana precisa desvendar grandes segredos: O que provocou tal erro? Por que ela recebeu a alma de outra pessoa? Poderá essa busca abalar a paz em Heart e acabar por destruir a certeza da reencarnação para todos?

Alma Nova conta a história de Ana, uma garota de dezessete anos que embarca numa busca pela descoberta do propósito de sua existência. Ana é uma alma nova literalmente, vivendo numa sociedade em que as pessoas reencarnam há mais de 1000 anos. Desde pequena sofre com o preconceito, precisou aprender a lidar com o fardo de ter substituído uma alma que deveria reencarnar, Ciana, e suportar os desafios de ter que conviver com uma mulher mal amada e que não se conforma com a perda daquela que deveria ser sua filha, Ciana.

Narrado em primeira pessoa, viajamos pela história através da perspectiva de Ana. No início do livro a história pode parecer confusa e você pode se deparar com criaturas novas, como as sílfides, mas, a medida que Ana vai aprendendo um pouco mais sobre a própria sociedade a qual faz parte e que ela pouco conhece, nós também aprendemos um pouco mais. Então, é preciso ter paciência.

Confesso que fiquei super animada quando vi o livro na prateleira da livraria. Primeiro, a capa é bastante convidativa. Segundo, os pequenos textos da contracapa nos fazem imaginar uma sociedade atraente com um tema diferente e que foi pouco explorado. Terceiro, cá entre nós, reencarnação é o máximo. Já imaginou se todos nós pudéssemos reencarnar? Se tivéssemos inúmeras chances de consertar erros e fazer diferente? Inúmeras chances de aproveitar a vida ao máximo? De ser algo diferente a cada vida?

Bem, já deu para perceber que a expectativa era grande. Então, sabe o que costumo pensar? Quando as nossas expectativas estão muito altas dificilmente conseguimos atingi-las ou ultrapassá-las. Foi justamente isso que aconteceu. Quando terminei a história, fiquei com aquele gostinho de “esperava mais”. Não me dei por satisfeita. Acredito que havia muito mais sobre o assunto a ser explorado, no entanto, como a história se dá através da perspectiva da protagonista… Talvez, tal crítica não seja tão válida. Talvez.

Então, comprarei o segundo volume em breve. Já está a venda e eu quero ver no que vai dar. Sintam-se a vontade para explorar o livro e tirar suas próprias conclusões! Boa leitura, lobas!

Beijos, beijos a loba da vez.

Resenha: Outubro – Kamile Girão

“Você sabe o por quê das folhas caírem no Outono?”

Hey, lobas! Como primeira postagem do Literaócio decidi fazer uma pequena resenha do livro Outubro para falar um pouquinho do trabalho de uma jovem escritora que é da minha cidade (orgulho!). Kamile Girão é de Fortaleza/CE, tem dois livros publicados, Yume e Outubro, e um site super bacana com mais informações sobre ela: http://kamilegirao.com/. Lá estava eu fazendo pesquisas sobre publicação em algumas editoras e me deparei com seu primeiro livro publicado, Yume, de capa tão galante e irresistível. Fiquei super curiosa e fui logo pesquisar. Ainda não tive a oportunidade de conhecê-la pessoalmente, mas já a admiro. Comprei Outubro através da Amazon na versão para Kindle e, mais uma vez, amei a capa.

Segue a sinopse: “Você sabe o por quê das folhas caírem no Outono?” Shau desconhecia a resposta para aquela pergunta – até conhecer Kaero Morgan. E, naquele outubro de 2004, ele encontrou, no auditório da escola, aquela que lhe mostraria não apenas a razão pela qual as folhas abandonam suas árvores durante a estação que precede o inverno, mas que, também, ensinaria o rapaz de roupas largadas e desânimo constante a virar um homem. Outubro, 2013. Para Felipe Alves, seria somente mais um dia de árduo trabalho no hospital. Contudo, ao entrar no quarto 706, o jovem enfermeiro percebeu que aquele não seria um mês comum. Após tantos anos, a vida finalmente lhe deu a chance de retificar os erros do passado e de livrar-se, finalmente, das folhas velhas que persistiam na árvore da sua vida.”

Inicialmente, eu gostei bastante da história. É daquelas que não precisam de muito, como enfeites, reviravoltas, segredos, caras charmosos, meninas incrivelmente lindas e etc. para te conquistar. Possui um pouco de tudo na medida certa. Na verdade, é tão palpável, tão real que você consegue imaginá-la acontecendo por aí, em qualquer lugar, qualquer canto do universo. Particularmente não acredito em amor à primeira vista. Sou um pouco cética, e daí? Acredito mais no amor construído e conquistado ao longo do tempo e da vivência. Mas já ouvi relatos que aconteceram com outras pessoas, então, quem sou eu para dizer que não existe? Outubro conta não só a história de duas pessoas apaixonadas que tentaram fazer dar certo, como o reencontro entre elas. De um lado temos, Shau. Do outro, Kaero. Shau não é lá tão atraente, tampouco interessante, se o compararmos ao estereótipo de caras que costumam levar a mocinha e os leitores ao delírio. É comum, mas com pensamentos e personalidade incríveis. Não é daqueles que te deixam apaixonada a primeira vista, é daqueles que vale a pena conhecer, embora seja um tanto desleixado. Vê seu cotidiano mudar ao se encantar por uma professora de música, apesar de possuir uma namorada problemática que não o reconhece como tal e nem mesmo quer apresentá-lo a família. Já Kaero, a professora de música, é singela, delicada e tem aspirações certas para o futuro. No início, resisti a ideia de ter um relacionamento justamente por conta de seus planos profissionais. Mas… quando o coração bate o pé não tem quem dê jeito. E o que essa história tem de legal, se até agora parece basicamente normal? Tudo e o fato da história narrar as problemáticas que vez ou outra nos deparamos na transição da adolescência para a vida adulta. Por exemplo, as responsabilidades, as escolhas, a autoestima, a família e por aí vai. Sem falar que a música traz um toque melodioso, romântico e envolvente ao enredo. Outubro é um romance bem escrito e realista, que deixa o leitor preso nas comparações naturais e cheio de vontade de saber como aconteceu a história dos mocinhos e no que o reencontro deles vai resultar. Para mim, a alternância entre passado e presente ao longo da narrativa funcionou bem, assim como a presença de dois narradores, um em 3 pessoa e outro em 1 pessoa, narrada através do diário de Kaero. Na verdade, adicionou mais curiosidade e mistério ao romance.

Cuida e inicia logo a sua leitura! É obrigatória para quem é apaixonada por um bom romance e para quem apoia a Literatura Nacional. Não vou falar mais por que quero deixar vocês com vontade de “quero mais”.  Funcionou?

beijos, beijos.