Resenha: O Nome do Vento – Patrick Rothfuss

Uivos de saudações, leitores! Está um quinta de sol e muita expectativa por aqui. E por aí?

Este será o último post da semana porque viajarei durante o fim de semana e esse é o motivo da minha expectativa. É uma viagem curta e de descanso, mas não posso negar minha alegria, já que sou uma verdadeira admiradora da natureza e dos lugares bonitos da minha terrinha.

Enfim, mas hoje no Literaócio vim falar do primeiro volume (ou primeiro dia) da Crônica do Matador do Rei, uma série fantástica escrita por Patrick Rothfuss. O Nome do Vento, lançado em 2009 pela editora Arqueiro, conta com 656 páginas sobre o desenrolar de um mito.

O Nome do Vento: arte da capa por Marc Simonetti.

O Nome do Vento: arte da capa por Marc Simonetti.

Sinopse: Ninguém sabe ao certo quem é o herói ou o vilão desse fascinante universo criado por Patrick Rothfuss. Na realidade, essas duas figuras se concentram em Kote, um homem enigmático que se esconde sob a identidade de proprietário da hospedaria Marco do Percurso. Da infância numa trupe de artistas itinerantes, passando pelos anos vividos numa cidade hostil e pelo esforço para ingressar na escola de magia, O nome do vento acompanha a trajetória de Kote e as duas forças que movem sua vida: o desejo de aprender o mistério por trás da arte de nomear as coisas e a necessidade de reunir informações sobre o Chandriano – os lendários demônios que assassinaram sua família no passado.

Meu primeiro contato com o livro foi na prateleira de uma livraria. Fiquei a fitar a arte da capa por não sei quantos segundos e minha mente só sussurrava: aventura, aventura, aventura. Ora, sempre fui amante de uma boa saga: Tolkien, C.S Lewis, JK Rowling, Christopher Paolini, entre outras. Vi Patrick, um nome até então desconhecido, carregando uma proposta de aventura fantástica e não pensei duas vezes em levar o livro para casa. Comecei a ler o quanto antes.

A narrativa conta a história do protagonista através do próprio. Como é que é?

Pois é, Patrick Rothfuss foi muito inteligente ao escolher dois narradores para dar conta de uma aventura que se desenrola em níveis libertadores. Primeiro, o narrador clássico em terceira pessoa que dá a narrativa a oportunidade de uma visão mais ampla. Segundo, o narrador em primeira pessoa, que acaba tornando a narrativa, ao mesmo tempo, mais intimista e realista ou não, já que é o próprio protagonista quem conta a sua versão dos fatos.

Em O Nome do Vento somos envolvidos com o mito de um tal Matador do Rei que é conhecido também por vários outros nomes, o Kvothe de codinome Kote.

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É, o danado do Patrick não criou apenas uma história, mas uma verdadeira lenda viva dentro de seu fantástico universo. E essa lenda decidirá contar a verdade do início, desenrolar e desfecho de sua trajetória em exatos três dias (cada livro corresponde a um dia), após a insistência de um cronista que suspeitara de sua verdadeira identidade desde que topara com Kote.

A narrativa parte de um presente cheio de mistério com personagens curiosos para um passado onde, aos poucos e com muito respeito a trajetória da lenda viva, as coisas vão sendo explicadas. Estou falando do Kote, que num primeiro momento nos é apresentado como um singelo e enigmático homem, proprietário da Pousada Marco do Percurso. Kote é o mocinho, de início, que é tão humano quanto nós e já sofreu um bocado. E cê quer saber o motivo de eu ter dito de início? Ora, ao longo das páginas, começamos a nos perguntar se o mesmo mocinho não seria o tal vilão da própria trajetória. A dúvida só não é sanada por conta de um grupo conhecido como o Chandriano, esse daí parece ser o vilão da aventura.

Pensa que acabou por aí? Não. Temos verdadeiras histórias que recontam e personificam muitas de nossas crenças. Temos a alquimia, um velho mestre de beira de estrada, o desejo do protagonista de estudar magia e a arte de nomear as coisas (que, diga-se de passagem, é fantástica), desejo esse que é custeado através de muitos percalços e preâmbulos recheados de sofrimento e lições de crescimento. E a Universidade, é claro. Escola diferente de qualquer outra. Só? Ledo engano. Temos uma pitada de romance e muitas descobertas sobre o tal do grupo que possui relevância crucial na criação do mito e das muitas personalidades do Kote, quem domina inúmeras especialidades: trovador, músico, ladrão… Quer saber mais?

Bem, só lendo o livro mesmo. Garanto que não vai se arrepender. Estamos falando de uma verdadeira aventura épica.

Fiquei apaixonada pelo universo e pelo menino de cabelos de fogo. Já li o segundo livro: O Temor do Sábio – A Crônica do Matador do Rei: Segundo dia. E minhas entranhas se corroem pelo terceiro dia, que é o próximo volume.

A trilogia é meu xodó da Literatura Fantástica do momento e eu já li O Nome do Vento duas vezes e em cada leitura parece que estou descobrindo o universo e o meu querido Kote pela primeira vez.

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Minha gente, minha tentativa foi de falar um pouco sobre esse livro sem dar muitos spoilers ou informações que vão além da sinopse do próprio livro que é para todos se sentirem convidados a realizar essa leitura. Mais na frente, pretendo fazer um post mais completo sobre a saga e falando um pouco sobre o segundo volume.

É isso. Espero que tenham gostado e que se sintam tentados a embarcar nesta leitura,que pode até ser um pouco confusa no início, mas que faz muito sentido ao longo das páginas. Está no ócio? Litera nele!

Beijos, beijos a loba da vez.

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