O ensaio fotográfico Afeto e o direito de amamentar!

Auuuuuuuu, auuuuuuuuuu!

Uivos de anunciação e de alegria, leitores! Vim compartilhar com vocês uma iniciativa e homenagem realizada pela fotógrafa Camilla Albano para todas as mulheres que amamentam. E ao mesmo tempo, vim afirmar o direito de amamentar sem prazo definido e livremente em público.

Ensaio Afeto por Camilla Albano Fotografia.

Ensaio Afeto por Camilla Albano Fotografia.

De acordo com a artista, “O Afeto foi um encontro feito pra quebrar o tabu sobre a amamentação em livre demanda e prolongada.” e não teria uma melhor forma de quebrar o tabu do que fazê-lo através de registros naturais, não é mesmo? Registros que captam a essência de um momento inato, repleto de amor e que evidenciam a relação da mãe com a sua cria.

Para quem não conhece, Camilla Albano é uma das maiores fotógrafas do Nordeste, dona de um olhar único e de um talento idôneo e iluminado. Quem apoia causas sociais, evidencia a figura da Mulher na modernidade e vive em um constante e crescente despertar. Já ganhou inúmeros prêmios e já esteve a frente de suas próprias exposições com o projeto  “Mulheres da Lua”, que cê pode ver mais sobre aqui.

11147134_1019402658102468_5547376441274543307_n

Camilla Albano – Fotografia.

Instagram: https://instagram.com/camilla_albano/
Flickr:
https://www.flickr.com/photos/camilla_albano
Facebook:
https://pt-br.facebook.com/CamillaAlbanoFotografia
Para contato, orçamentos e pedidos:
camilla_albano@hotmail.com

E como dito no início do post também vou discutir um pouquinho sobre o assunto. Então, convido lobas e lobos, já que preconceito não escolhe gênero, para continuar a leitura.

Certamente, vocês devem ter visto ou ouvido falar de um comentário absurdo que andou circulando nas redes sociais nos últimos dias. O comentário acompanhava uma foto em que a mãe amamentava a sua cria naturalmente em público.

Sim, o comentário é medonho e não irei divulgá-lo aqui porque meu intuito não é perpetuar discursos de discriminação ou de ódio. Não. Meu intuito aqui é propagar o amor, a compreensão e o respeito.

E por qual motivo iniciei a discussão citando o tal do comentário? Bem, as palavras que construiam o comentário funcionaram como um verdadeiro puxão de orelha para a gente se dar conta ou reavivar na memória o preconceito irracional em volta da amamentação. E antes de eu citar inúmeros fatores e argumentos que invalidam essa discriminação, vou dizer só uma coisa:

A Mulher tem todo direito de fazer o que quer e na hora que quer. Não necessita de permissão. De comando. Ou muito menos da sua aceitação. Não precisa das suas regras para cuidar ou manusear o próprio corpo. Não precisa mudar hábitos ou se esforçar em mudanças dispensáveis porque alguém disse que não está dentro dos “padrões”. Dirá ser apenas respeitada pelo seu valor monetário ou sua posição de prestígio. Ora, bolas, a riqueza de uma Mulher consiste no que ela é e não no que tem.

Então, a Mulher decide se tornar mãe. E por isso perdeu todos os direitos ou já não é mais mulher? É apenas mãe? Por ser a única capaz de trazer vida ao mundo deve ser diminuída e rotulada? NÃO. Perdão pela minha sinceridade, mas se você pensa dessa forma, que ignorância!

Mãe é transcendente. Geradora. Nutridora. É vida. Criação. Fértil. Perpétua. E acima de tudo, é MULHER. Sim. Esse ser divino dotado de sabedoria, instintos e energia plena.

Dito isso, já é suficiente para invalidar qualquer preconceito não só acerca da amamentação quando acerca do ser Mulher. No entanto, como nossa sociedade não é nada consciente, deixa eu explanar outros fatores científicos.

A amamentação é de suma importância para a saúde da criança e da mãe. O aleitamento materno proporciona a criança nutrientes essenciais tanto para o seu desenvolvimento como para o desenvolvimento de seu sistema imunológico. E engana-se quem pensa que esses nutrientes podem ou são substituídos pelas fórmulas do mercado. O leite materno contém propriedades anti-infecçiosas, sais minerais, vitaminas, proteínas e água, tudo que sua cria necessita nos primeiros meses/anos de vida.

Pois é, sabe aquele negócio de “só vou amamentar a minha filha por seis meses ou três meses porque não quero ficar com os seios caídos”? Que bobagem! Cê está negando saúde a sua filha por estética. Ou aquele “sua filha tem dois anos e ainda amamenta? Aff, por que não toma mamadeira?” Mais uma vez, você está negando um sistema imunológico reforçado e a prevenção de muitas doenças a sua filha por conta da idade dela. E desde quando tem prazo de amamentação?

Como a própria artista disse: “Amamentação em livre demanda e prolongada”!

Além do mais, a amamentação é uma ótima forma de prevenir o câncer de mama nas mulheres. E a mastite (inflamação mamária) também.

E não sou eu quem diz isso. Não. São os médicos, especialistas e pesquisadores.

Dito tudo isso, você realmente acredita que a amamentação é um ato exibicionista, pobre, despudorado e de conotação sexual? Desculpa, mas você está com um olhar equivocado de natureza. Volte para os livros, vá para a natureza e reflita. E se você, homem ou mulher, acha que o ato de amamentar tem alguma conotação sexual, procure ajuda.

E sabe do que mais? Direitos e saúde a parte, amamentar é, sobretudo, um ato de amor. Um ato em que cria e mãe compartilham da mesma energia e que se conectam como uma só.

Ensaio Afeto por Camilla Albano Fotografia.

Ensaio Afeto por Camilla Albano Fotografia.

Minha gente, como resistir a tanto amor? A tanta beleza, simplicidade e inocência? Digam-me? Pois não sou capaz. Derreto-me a cada vez que cruzo os olhos com esse maravilhoso ensaio. Um ensaio que tem sido compartilhado nas redes sociais da moça, Camilla, e de todas as mamães e pessoas que são a favor desse ato tão natural. E preciso dizer que está tendo grande repercussão, aceitação e é muito lindo de ver tudo isso.

Sou admiradora do trabalho da Camilla desde que a conheci e cada vez mais só me surpreendo com seus ensaios, projetos e as causas com que simpatiza. É muito amor! Não esqueçam de acompanhar a moça em suas redes sociais, que estão ali acima, pois vale muito a pena.

Ah! P.S: Esse ensaio foi tão mágico que uma outra fotógrafa espirituosa foi convidada para participar, a Dani Chaves. Em breve, posts dela aqui e de suas artes, hein!

Espero que tenham gostado dessa alegria e desse puxão de orelha. Perdão pelo post grande. E, mais uma vez, a discussão está aberta nos comentários. Então, me diz o que achou e o que pensa, ok? Final de semana iluminado e até a próxima!

Beijos, beijos a loba da vez.

Uma chance de florescer – Tamires Branu

Auuuu, minha gente!

Que bom estar com vocês novamente, até mesmo eu sentir falta de postar, dá para acreditar? Fiquei enrolada com meu diário de alimentação e com minhas consultas na Nutri que estou indo essa semana. Mas vim rapidinho aqui para compartilhar um singelo texto que faz parte da vibe do Desperta, Mulher.

É de uma voz que não pode e nem deve ser calada e nos faz até mesmo refletir. Que tal deixar de lado toda e qualquer confusão do dia a dia para escutar a ti mesma e dar uma nova olhada ao teu redor?

tumblr_static_4wcykpslwnswc0oc4wck400cw

*imagem retirada do google

 

“O sol raiava e, diferentemente da preguiça, o que me preenchia era uma chatice maçante de revirar os olhos e derrubar o corpo. Sabe, quando você acorda um tanto enjoada e com a leve impressão de que o dia será insuportavelmente chato?

Tédio, era o que podia dizer de mim ao longo da manhã. Minha mãe falava pelos cotovelos, conversa chata, de gente negativa e obsessiva. Minha cabeça rodopiava e a vontade crescia enorme dentro de mim. Temo que um grito não seria suficiente, nem alguns palavrões, talvez misturando tudo com a quebradeira de algumas coisas. Poderia aliviar, mas não seria a solução. Admito que era muito tentador, mas não certo de se fazer.

Ah! Esse meu senso crítico chato que não me deixa fazer nada!

Minha irmã possuía sua habitual expressão de mau-humor que te deixa mais amarga. Para sua felicidade, não passaria o dia todo em casa. Pelo contrário, aprontava-se para sair. Cheiro de perfume, maquiagens espalhadas e roupas penduradas eram o seu cenário de partida.

Enquanto isso, eu continuava lá, enchendo os ouvidos de problemas, reclamações e tudo de péssimo que você deseja não escutar em dias chatos.

A raiva foi me intemperando, a revolta massacrando meu consciente e a chatice me engolindo. De repente, estava sem ar. Sem saco. E, sem vontade. Nossa, o dia estava acabado. O pior de tudo é que ainda era manhã e a danada se arrastava preguiçosamente.

Ah! O outro dia que jamais chegava!

Senti-me como se tivesse tomado um porre grande de vinho, cerveja e vodka. Sensação detestável. Cansei-me dela. Nossa, era tão chata que nem mesmo eu me aguentava.

Larguei as palavras da minha mãe, deixei os ecos virarem silêncio e parti para a sacada. O céu era de um azul singelo com nuvens espaçadas e convidativas. Olhei. Nada vi. Olhei pela segunda vez. Algo apontou no céu. História. Imaginação. Sei lá. Algo que me deu um sorriso e uma sensação leve. Leve, quanto algodão-doce desmanchando na boca. Inspirei profundamente, tentando desanuviar a mente. Foi difícil. Entretanto, depois de várias tentativas, consegui. Como uma raiz que germina devagar e quando menos se espera floresce de tanta beleza.

O dia até parecia outro, embora eu soubesse que era o mesmo. Sorri, com minha pequena vitória. Havia conseguido transformá-lo em bom, aceitável e repleto de vontade.

Deixei a sacada louca para sair de casa, passear, dar uma olhada nas pessoas, nas vitrines das lojas ou de, simplesmente, conversar. Bastante. Podia até mesmo ser dessas conversas de assuntos vazios, mas que te deixam com dor de barriga de tanto rir.

Ah! Lá fora estava um belo dia e, agora, posso dizer que aqui dentro também!” por Tamires Branu

Espero que tenham gostado! Não esqueçam de me contar o que acharam.

Beijos, beijos a loba da vez.

Série: Desperta, mulher – Tamires Branu

Auuuuuuu de gratidão, leitores! Ou deveria dizer: volteeei?!

Foi um final de semana complicado e se arrastou como as últimas horas no trabalho: nunca passam. Mas cá estou eu, já é segunda-feira e mal posso acreditar que estou grata por isso.

Decidi fazer uma série de post no Uiva que passa, todos relacionados a mulher e a forma que levamos nossa vida. Serão posts que trazem confidências, ensinamentos e descobertas, mas não serão postados um atrás do outro. Não. Ficarei alternando essa série, chamada de Desperta, mulher, com outros textos/cônicas/contos dos mais variados assuntos.

Mas o legal é que esses posts não servirão apenas para mulheres, já que muitos deles falam da vida em geral. Das dificuldades que enfrentamos, das percepções que cultivamos e de como podemos melhorar. O que acharam? Espero que tenham aprovado a ideia e que me ajudem indicando temas e assuntos difíceis ou não nos comentários.

Para inaugurar a série, Desperta, mulher, resolvi compartilhar com vocês um texto que fala do medo e da necessidade de mudarmos. É como um pontapé inicial para embarcarmos em discussões e descobertas através de uma atmosfera lúdica.

11325103_1585104331741062_255324832_nn

“Minha mente se retorcia e se escondia. Brincávamos de esconde-esconde. Contudo, já não era mais uma brincadeira. Não, era uma armadilha, da qual eu já não podia mais fugir. Precisava encará-la. Era chegada a hora.

A hora de decidir. A hora de mudar. A hora de mergulhar.

Ora, todos os meus sentidos se retraiam em medo. Era comum. Havia me dito a sábia dentro de mim.

O medo sempre fora um aliado necessário, mas perigoso. Ele transitava entre o bem e o mal. Havia me dito a sábia dentro de mim.

Uma linha tênue costumava separá-lo de tais caminhos. Quando essa linha se esvanecia, o medo se transformava em um habitante de dois mundos. Uma verdadeira faca de dois gumes, se é que me entende.

Normalmente, alertava meus sentidos, trazia sanidade a minha alma confusa e por vezes já havia me livrado de enrascadas. Agora, no entanto, ele me ata em amarras e imobiliza minha capacidade de seguir em frente, deixando-me atordoada e ligada em um constante estado de alerta.

Precisa se livrar dele para mergulhar. Havia me dito a sábia dentro de mim.

Contudo, eu, simplesmente, não conseguia. Não tinha habilidade, força ou coragem.

Não. Ledo engano. O que eu tinha mesmo era medo e não fazia a menor ideia de como me livrar dele. Maluquice, pensei comigo mesma. Era possível ter medo do próprio medo? Se era.

Afinal, quem eu era? Já não me reconhecia.

Para se reconhecer, você precisa se conhecer primeiro. Revelou-me a sábia dentro de mim.

Sem dúvidas, isso explicaria grande parte das minhas escolhas ou a falta delas. E não estou falando da roupa que compramos no shopping por achá-la ultra bonita e ao chegarmos em casa aposentamos a coitada sem mesmo dar a chance dela seguir o seu destino: vestir nosso corpo. Não.

Estava na hora de conhecer a mim mesma. Confessou-me a sábia dentro de mim.

E voltamos ao início. Era chegada a hora.

A hora de decidir. A hora de mudar. A hora de mergulhar.

Mas o medo já não é mais meu aliado e na incapacidade de me livrar dele, então, levá-lo-ia. Com a certeza de que não seria tão fácil e nada simples quanto minha decisão parecia.

Meus pés chegaram ao final da linha. E eu? Bem, eu mergulhei. Mergulhei ao encontro de mim mesma.” por Tamires Branu.  

É um texto de poucas palavras, mas que carrega muitas significações. Principalmente, a personificação da sábia. Nem todas sabemos, mas possuímos uma sábia dentro de nós mesmas que se mantém em silêncio na maioria das vezes por razões internas ou externas. Razões internas como pensamentos, escolhas e sentimentos. Razões externas como influências, falta de conhecimento/estudo e a sociedade moderna.

Acabamos de esquecer da existência dela e ficamos perdidas. Até que nos últimos momentos do segundo tempo ela acaba por aparecer seja como uma voz lá no fundo, seja como um conselho/opinião/palavras de sinceridade de outras pessoas que nos leva a entrar em contato com a tal da sábia: refletindo.

A sábia é como um sinal, aviso, puxão de orelha ou como qualquer coisa que te faça pensar e repensar no que está acontecendo. Ela é a ajuda, a dúvida, mas também a sabedoria. Mas como ela pode ser a dúvida e a sabedoria ao mesmo tempo? Por que através da dúvida conseguimos chegar até a sabedoria. E é por isso que devemos cultivar e nos lembrar da nossa sábia e deixá-la nos ajudar.

Enfim, esse foi o post de hoje e está aberto para discussões nos comentários. Conto com vocês e uma ótima semana a todos!

Beijos, beijos a loba da vez.

O cinema – Tamires Branu

Auuuuuuuuuuu, lobas! Em virtude da comemoração desse sentimento sublime que é o amor por um amigo(a), deixo com vocês um recorte de um conto meu. Adaptei, recortei e registro aqui uma lição sobre amizade e o ser mulher no geral.

collage

“A casa se estendia em seus ecos esmorecidos. Os cômodos vazios de vida só me faziam querer correr para longe dali. Minha mãe berrava algo sobre o arroz estar fora da geladeira. Sinceramente, eu não me importava. Coloquem toda a culpa em mim. Meus ombros já carregavam uma grande carga de qualquer jeito.

O que posso dizer em minha defesa? Havia uma sede incomum em minha alma. Inusitada. De ares estranhos, pouco respirados.

Minha irmã chegava com seus passos tão pesados quanto seu humor. Respirei fundo. Afinal, a noite poderia ficar pior.

Já mergulhava por águas escuras, quando uma mão puxou-me de volta a sombra da expectativa. Fui ao cinema com meu namorado. Encontramos um outro casal e uma amiga desse.

Ficamos todos juntos e escolhemos uma sessão. A proximidade de nossos corpos não impediu que o silêncio se instalasse devagarinho, mas astuto em ameaçar aquela nova promessa de noite. Felizmente a amiga do casal decidiu iniciar um assunto. Alguns falavam duas ou três palavras, outros balançavam a cabeça, assertivos. Aos poucos, fui me sentindo segura para falar a vontade. E, rapidamente, fui transportada para aquele aconchegante lugar. Como é mesmo o nome? Descontração.

Dentro da sala do cinema, sentamos uma ao lado da outra. Conversamos bastante durante o filme. Rimos de nossas próprias confissões e, sem perceber, acabamos ajudando uma a outra. Uma informação e duas ou três tranquilidades compartilhadas.

O filme pode não ter sido um dos melhores, mas a noite superou minhas expectativas. Antes daquela dia, não sabíamos uma da existência da outra. Mas, quando abaixamos nossa guarda e nos permitimos a chance de nos conhecer, por um simples momento, conseguimos fundir nossas almas. Encontramos toda a compressão que não encontrávamos em casa, nos nossos parceiros e nas outras mulheres que eram levadas pelo espírito competitivo e pela vazão a que a sociedade rotulava a cada uma.

Bastou que nós duas nos libertássemos dos vícios, dos rótulos, dos medos e das falsas verdades em que os pilares da sociedade feminina estavam sendo construídos para entrar em contato com a verdadeira alvenaria. Nossa alma, nossos instintos, nossa essência e tudo mais o que nos fazem ser mulher. Era de união que nós precisávamos. E foi a união que nos salvou do sentimentos absurdos da rotina do dia a dia naquela noite.” por Tamires Branu.

Espero que tenham gostado e feliz dia do amigo!

Beijos, beijos a loba da vez.

<a href=”http://www.bloglovin.com/blog/14298779/?claim=ucnag3jb538″>Follow my blog with Bloglovin</a>