O corpo que já não é mais leve – Tamires Branu.

Auuuuuu, auuuuu!

Uivos de anunciação, leitores! Como anda o fim de ano? Corrido, no mínimo, imagino. Desde o último post tenho visto que muitos de nós tem sofrido com o tempo e a falta dele (prece para o ano acabar e as coisas se resolverem, por favor!), então além de sorte, também cultivo energias positivas para todos nós. E para tirar a poeira do Uiva que Passa, trago-lhes um texto repleto de melancolia, resquícios de um passado muito muito distante e que foi escrito a luz do término da série de TV Dance Academy.

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*imagem retirada do google

“Meus pés subiam e desciam no ar, mas jamais permaneciam tempo suficiente no chão. Olhei para o espelho da academia. Vi o reflexo do olhar de mamãe, tinha certa expectiva que me arrancava o desequilíbrio. Levantei o braço em uma meia lua, saudando o vazio ao meu lado, dando continuidade aos passos. Como desprezava aquele maldito olhar. Degradava-me a algo e me arrancava a identidade de alguém. Eu não era mais que um objeto de seu estimo e zelo, feito para agradar e para fazer o que lhe foi designado no momento de criação.

O sorriso prendeu minha atenção, fazendo-me esquecer de como colocar o pé de volta ao chão. Vi o brilho se apagar no rosto de mamãe, enquanto minha sapatilha tombava contra o piso. Suspirei. Vieram as reclamações. Olhei ao meu redor. O restante seguia os movimentos de sequência. Torci o pé e aprumei a sapatilha, fingindo verificar se estava tudo bem, mas a verdade era que eu procurava suprimir as palavras de encorajamento de mamãe.

Dançar costumava ser como levitar no ar, sentir o movimento perante os olhos concentrados, a pressão se esvaindo da carne, a casca se despedaçando e o espírito tão livre quanto a beleza de um simples momento fugaz. Agora não passava de amarras. Que irônico. Tornei-me uma prisioneira de meu próprio sonho. Soltei um leve e mudo riso, desejando que ninguém percebesse minhas feições distantes. Sonho. Que palavra engraçada. Temo que nunca fora um sonho, mas, talvez, um refúgio. Descoberto. Alcançado. E vazio de reservas de defesa.

Diziam-me constantemente: “Você precisa se empenhar, correr atrás”, como se tais palavras servissem para me manter firme. Jogavam-me outras descabidas: “Não é o suficiente. Mais. Mais. Precisamos de mais.” e justificavam tais apunhaladas como necessárias para meu aprendizado. E acrescentavam: “Você vai me agradecer um dia”.

Lancei meu corpo numa pirueta tripla. Ouvi ecos de um pedido: “Mais uma vez”. Meu racional se lançou em outra tentativa enquanto meu inconsciente apenas se inundava no desejo de parar. A rigidez de minha perna levou-me ao início antes que mamãe completasse o pedido novamente. Sem sucesso. Minha perna continuou pesada. Outra vez. A lateral de meu corpo voltou a se inclinar perigosamente do chão. Repeti o movimento. E de novo, de novo, de novo…. Até que me deixei embarcar na queda e o atrito me fez quicar braços e pernas antes da cabeça tombar e a visão embaçar.

Eu estava no chão e não havia uma pessoa para me ajudar a levantar. Ora, o erro havia sido meu. E, talvez, fosse melhor daquela maneira. Permaneci, a dor retumbando por todo o meu corpo. Mamãe veio até mim em passos pesados, as reclamações pulavam de sua boca como facas afiadas. Deu-me a mão. A expressão de reprovação me embrulhou o estômago. Ignorei-a. Ela reafirmou o gesto com a mão em uma espécie de obrigação. Permaneci, deixando que meus olhos me mostrassem toda a dureza da verdade.

E foi entre gritos e sacolejos que me dei conta do quanto era descartável. Não para mim, mas para eles. Se eu não os seguisse, não tinha mais utilidade. Era uma peça com defeito que não podia ser consertada. E eu jamais tivera a certeza tão firme de que estavam enganados.

Eu não era uma peça, tampouco descartável. E, sem dúvidas, não era absolutamente nada para ninguém enquanto não fosse para mim mesma. Arranquei os braços de mamãe do meu corpo e a empurrei, certificando-me de não machucá-la, pois, naquele momento, percebi o quão contrária eu era à ela. Levantei-me e não foi para continuar com a sequência de dança. Pelo menos, não com a que haviam imposto.

Naquele dia, não deixei apenas mamãe para trás. Não. Deixei uma versão de mim que me aterrorizara durante anos. A versão que se submetia a desejos de outrem e que existia exclusivamente para agradar a qualquer pessoa que não fosse eu. E foi naquele dia, pela primeira vez, que me permiti descobrir quem era o tal “eu”.” por Tamires Branu.

Espero que o texto não tenha se prolongado demais. Quer dizer, um pouco. Admito. É que tem alguns dias que não escrevo absolutamente nada e daí as palavras fluíram e tive que chamar a minha amiga tesoura. Também espero que tenham gostado, apreciado, identificado e que comentem com dicas e opiniões. Sempre digo aqui e volto a dizer: sou aberta a críticas. Um ótimo fim de quarta e respira que depois de amanhã é sexta (som de festa!).

Beijos, beijos a loba da vez.

Das sagas literárias que irão virar filmes!

Auuuuuu, caros leitores! Como estão/vão?

Hoje vim ter com vocês que gostam um cadinho de ler sobre fantasia e romance. Sim, você que está aí do outro lado da telinha, que viaja pelos mundos da literatura e acompanha as angústias, felicidades e loucuras dos personagens e ainda não sabia se aquela história guardada do lado esquerdo do peito seria adaptada para as telonas, vem cá saber mais.

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  • “A Seleção”:

Depois de muitas tentativas, de uma possível gravação e de um burburinho sobre uma série televisiva a saga “A Seleção” da nossa querida Kiera Cass que já esteve aqui no Brasil, inclusive em Fortaleza, irá para as telonas. Sim, caros leitores, vocês não leram errado. Aprumem os tambores porque a América vem aí. A Warner Bros comprou os direitos cinematográficos da autora. Reza a lenda que o roteiro será feito por Katie Lovejo e nada além disso foi decidido ainda, mas, sim, vai ter filme. Uma prece, por favor!

Já finalizei minha leitura da saga e em breve irei compartilhá-la aqui. Contudo, de antemão, gostaria de saber quem aqui já leu A Herdeira? Gostou? Ainda não li, talvez seja receio de como o enredo será/foi conduzido, uma vez que já foi bastante explorado.


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  • “As Crônicas do Matador do Rei”:

Sim, o universo fantástico criado por Patrick Rothfuss ganhou uma tremenda liberdade de adaptação audiovisual através de uma proposta da Lionsgate (é, aquela danada que é a mesma das franquias Jogos Vorazes, Divergente, Crepúsculo e por aí vai). Para quem não sabia, o Rothfuss não tinha nenhum interesse que suas obras se transformassem em séries grandiosas da televisão. Na verdade, chegou até mesmo a compartilhar o sentimento em seu blog pessoal. No entanto, a proposta da Lionsgate balançou o autor que agora pede aos fãs de seus escritos que comemorem e se sintam felizes… Ah! e que não se preocupem, ele pretende acompanhar todo o processo de perto.

Sou suspeita para falar já que simpatizo demais com o universo. Então, só espero que o resultado seja satisfatório, o que acho difícil.


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  • “Fronteiras do Universo”:

Genteeee, a trama da série literária Fronteiras do Universo ou A Bússola de Ouro (filme lançado em 2007) vai virar série televisiva. Sim, pode gritar e pular. Eu fiquei de cara com a notícia e estou super ansiosa para ver aonde isso vai dar. Conheci o Philip através do filme que infelizmente não teve continuação devido a baixa bilheteria e fiquei encantada com os temas abordados nos livros da saga Fronteiras do Universo. Tem de tudo um pouco, fantasia, física, filosofia, teologia e o que falar da ideia espiritual dos “Daemons”? Genial! E o que falar sobre a pequena grande Lyra? Tá aí uma menina arretada de baum! A BBC anunciou recentemente que será uma minissérie de 8 episódios baseada nos três livros lançados por Philip Pullman, A Bússola de Ouro, A Faca Sutil e A Luneta Âmbar.


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  • “Perdida”:

É claro que não poderia faltar um anúncio que diz respeito a nossa terrinha brasileira. Carina Rissi confirma e responde em seu próprio site que a Amberg Filmes fez o convite para produzir e estrelar a trama nas telonas e que a autora aceitou na hora, é claro. De acordo com ela, está participando do roteiro junto a Luca Amberg e o desenrolar depende dos patrocinadores.

Procurei reunir mais informações sobre, mas não consegui muito. O importante é que a autora é bacana e está mantendo os leitores inteirados a respeito de qualquer novidade.


Minha gente, dei uma passadinha rápida para compartilhar essas notícias porque elas aqueceram meu coração. E devo dizer novamente que ando sumida mesmo e me desculpem, mas estão acontecendo muitos rebuliços por essas bandas da floresta e tá difícil de eu estar por aqui mais vezes.

Espero que esse quadro se reverta para eu voltar a puxar a manga de todo mundo aqui, interagindo e fazendo perguntas sobre os posts.

Tenham um domingo e uma semana de luz!

Beijos, beijos a loba da vez.

Inspiradicas: dois filmes inspirados nas obras de Fredérico Moccia.

Auuuuuuuuuu, auuuuuuu! Voltei a uivar por esses lados da floresta, minha gente!

Como estão? Como vão? Sumi e reapareci cheia de novidades.

Vim compartilhar dois filmes de romance adolescente que são inspirados em livros Young Adults que fazem parte da minha lista no Skoob. Sabe, aqueles que a gente assiste sozinha e fica com os olhos brilhando feito bobas? Vem ver.

  • Paixão Sem Limites (3MSC)

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Paixão Sem Limites (Tres Metros Sobre El Cielo) é um romance/drama adolescente inspirado na obra literária de nome homônimo do autor Fredérico Moccia, lançado em 2010 e se tornou o filme de maior bilheteria do ano na Espanha.

O filme acompanha o drama de um jovem motoqueiro, Hache/H, que está atravessando um momento complicado na família e buscando sua identidade pessoal. Quando ele conhece Babi, uma moça de família conservadora e de classe social alta, as coisas mudam completamente em sua vida.

H gosta de viver a vida perigosamente e faz parte de uma turma de jovens rebeldes que apostam corridas ilegais, enquanto Babi é uma jovem educada a luz de princípios rígidos. Já deu para perceber que um romance entre esses dois seria improvável, certo? Contudo, o coração é terra incerta e traiçoeira, como a gente bem sabe, e os dois acabam por se apaixonar. Juntos descobrem novas perspectivas do mundo ao seu redor e lutam contra preconceitos e contra todos os os obstáculos para permanecerem juntos.

Descobri o filme por acaso e foi amor a primeira vista. Embora seja clichê, um romance entre dois jovens de classes sociais desiguais, Tres Metros Sobre El Cielo conta com a atmosfera de aventura e o choque entre duas personalidades adolescentes extremamente opostas, o que gera humor e aproximação pelo enredo. Além do mais, ver dois jovens saírem de sua zona de conforto para enfrentar novos desafios sociais nos faz voltar a época em que éramos adolescentes e seguíamos contra tudo e todos em busca de uma chance de sermos aceitos e felizes.

Sem falar nas relações familiares e de amizades que são bastante presentes e fortes na construção da trama. Como a amizade de H com Pollo e a de Babi com Katina, por exemplo. Amizades que atravessam tempestades e que nos fazem lembrar o sentido de ser amigo. Uma curiosidade é que a química entre os personagens principais foi tão absurda que os atores, Mario Casas e María Valverde, engataram um romance na vida real.

  • Sou Louco Por Você

245px-Tengo_ganas_de_tiSou louco por você (Tengo Ganas de Ti), por sinal, é a continuação de Tres Metros Sobre El Cielo, lançado na Espanha em 2012. O longa também é uma adaptação da obra De Frederico Moccia e dá continuidade a história de Babi e Hache.

Decorridos três anos após a separação do casal, Hache retorna à Espanha com Babi ainda em seu coração, apesar de a moça já estar em outro relacionamento. O retorno de H não traz só lembranças à tona, como também velhos hábitos e uma misteriosa garota, Gim, que parece já conhece-lo. Enquanto H se reconecta com as pessoas de seu passado, inicia um romance incerto com Gim.

Diferente de seu primeiro amor, Gim é uma mulher geniosa, espontânea, cheia de sorrisos, com talentos excepcionais e parece ser a grande chance de H tirar Babi de vez da cabeça. No entanto, parece. Veja bem.
Diante de mudanças e do crescimentos dos personagens, novos desafios são enfrentados, como as relações entre mãe e filho ou entre irmãs/irmãos, que se fazem presente ao longo da trama e nos deixam com os olhos vazando, diga-se de passagem. Outro ponto forte é resolução dos conflitos que ficaram abertos na trama anterior e as consequências que essas resoluções podem acarretar. Bônus para a trilha sonora também! Xiiii, posso dizer mais nada sem revelar SPOILER.

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Minha gente, quase surtei ao descobrir que Tres Metros Sobre El Cielo tinha continuação e não tardei a conferir. Devo dizer que foi igualmente apaixonante acompanhar os personagens, embora tenha ficado com o gostinho amargo de inacabado na boca (não posso explicar mais sem mencionar spoiler). Por outro lado, a personagem Gim foi uma surpresa muito agradável. É uma mulher forte, atrevida e que não se deixa ser diminuída.
Ah! O filme também foi sucesso de bilheteria.

Lobas e lobos, super indico os filmes. Sem dúvidas, eles são mais do que minhas palavras poderiam interpretar. Tem muito romance, mas não se trata apenas disso. Trata-se de escolhas e de como a vida pinta seu próprio curso. E outras, os livros são obrigatórios para quem gosta de romance e da pegada Young Adults. Vou ficando por aqui e até o próximo Inspiradicas. Não deixem de me contar o que acharam, ok?

Beijos, beijos a loba da vez.

Resenha: A Música do Silêncio – Patrick Rothfuss.

Auuuuuuuuuuuuuuu, auuuuuuuuuuuuuuu!

Espera! Antes de ler o post tenho que avisar. Calma que não é SPOILER. Relaxou? Sigamos em frente. Se você não conhece o mundo fantástico do escritor americano Patrick Rothfuss ou se você não gosta de passar o tempo com uma leitura monótona e cheia de segredos, então fique por aqui. Caso contrario, sinta-se a vontade para saber mais um pouquinho sobre A Música do Silêncio.

Com 144 páginas, o livro é uma variação do enredo da Crônica do Matador do Rei, ou seja, pertence ao maravilhoso mundo do nosso adorado Kote e fui publicado no início desse ano, em Janeiro de 2015, através da Editora Arqueiro. Quem pega um exemplar nas mãos na livraria, dá de cara com a afirmação: “Este é um livro diferente”. Sim, é muito diferente. A escrita, então, nem se fala. É mais que meticulosa se comparada a outros enredos. Vamos a sinopse?

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Sinopse: Debaixo da Universidade, bem lá no fundo, há um lugar escuro. Poucas pessoas sabem de sua existência, uma rede descontínua de antigas passagens e cômodos abandonados. Ali, bem no meio desse local esquecido, situado no coração dos Subterrâneos, vive uma jovem. Seu nome é Auri, e ela é cheia de mistérios. A música do silêncio é um recorte breve e agridoce de sua vida, uma pequena aventura só dela. Ao mesmo tempo alegre e inquietante, esta história nos oferece a oportunidade de enxergar o mundo pelos olhos de Auri. E nos dá a chance de conhecer algumas coisas que só ela sabe… Neste livro, Patrick Rothfuss nos leva ao mundo de uma das personagens mais enigmáticas da série A Crônica do Matador do Rei. Repleto de segredos e mistérios, A Música do Silêncio é uma narrativa sobre uma jovem ferida em um mundo devastado.

O livro conta com descrições objetivas das variações e dos locais do subterrâneo, onde Auri passa a maior parte da aventura, já que lá é o seu lar, e aos poucos vamos conhecendo mais sobre a vida misteriosa de Auri. Nas primeiras linhas, percebemos como ela se relaciona com o lugar, como se fosse parte integrante dele e não apenas uma ocupante. Apesar de suspeitarmos dos sofrimentos que marcaram a vida de uma menina que se revela deveras inteligente, conseguimos captar a sua amistosa amizade, a sua graça em um lugar que é tão sujo e obscuro e a sua resistência em gostar do que é certo e de direito.

A narrativa não traz grandes surpresas, mas atestam um pouco da história de Auri, que a gente já suspeitava. Como, por exemplo, Auri não é o seu nome verdadeiro ou o fato de a moça ter sido estudante de Alquimia na Universidade. Temo que outras informações sejam dadas como SPOILER, então deixo a decisão de leitura com vocês.

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Na minha opinião, se é que ela vale de alguma coisa, a leitura se tornou maçante por conta da quantidade de descrição e da falta de um clímax característico. A falta de um desfecho meio que desmotiva a continuação da leitura e altera os ânimos. Apesar de acreditar que a escolha da narrativa descritiva funcionou muito bem para criar em nosso imaginário todas as ramificações do subterrâneo, não nego que foi uma escolha perigosa. Deveras, na verdade. Uma escolha que colocou em risco o ritmo, a continuidade e a progressão da história. Então,  concordo com o próprio autor ao escrever:

“Então. Se você leu este livro e não gostou, me desculpe. A culpa é minha. Esta é uma história estranha. Talvez você a aprecie melhor numa segunda leitura. (Quase todos os meus livros são melhores da segunda vez.) Mas também pode ser que não. Se você é uma das pessoas que acharam esta história desconcertante, tediosa ou confusa, peço desculpas. A verdade é que provavelmente ela não era para você.”

Esse trechinho é do próprio Patrick Rothfuss que já sabia da possibilidade do livro não ser bem aceito por todos os seus leitores. Bacana da sua parte em ser sincero e dar a chance do leitor que acompanha o Kote escolher, não é?

Perdão se acabei jogando um balde de água fria nos ânimos, essa não era minha intenção, só quis esclarecer minha opinião e deixar em aberto para você, caro leitor, fazer a sua escolha.

Um final de semana de luz para nós e até o próximo Litera! Ah! Não esqueçam de me contar se já leram e o que acharam ou se ainda vão ler. Olha lá, que o feedback de vocês é essencial. É muito bom deixar o post aberto para discussão e receber a opinião de todos.

Beijos, beijos a loba da vez.

Agradecer é uma virtude!

Auuuuuu, auuuuuuuuuu, leitores de todas as tribos!

Voltei a dedilhar depois de minha longa reserva de treze dias e não poderia estar mais feliz. Gente, o blog já conta com mais de 150 seguidores e eu nem mesmo acredito nesse número. Ele é além. Além de expectativas, além de desejos e além de meus sinceros e singelos agradecimentos.

Nesse tempo fiquei reclusa por conta da saúde e não só senti muita falta de escrever para outrem como também senti falta de acompanhar as notícias e os posts dos blogs que sigo e, principalmente, das pessoas por trás deles. E hoje só quero agradecer por fazer parte da blogosfera e por ter encontrado tanta gente bacana.

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Quando iniciei o blog não nego que sonhei em ter vários seguidores e muita gente super bacana para compartilhar comigo um pouco do meu mundo e de meus escritos. Quem nunca? Mas daí na prática a gente acaba se dando conta de que não é tão fácil ou tão rápido que as coisas acontecem. É preciso atenção, dedicação e humildade para ser aceita como nós realmente somos.

E, aos poucos, é isso que tenho visto e vivido na blogosfera. Conheci pessoas excepcionais e outras inspiradores. Conheci blogueiros(as) que me receberam muito bem e tiveram o cuidado de acompanhar minhas ralas e tão queridas palavras. Enfim, só tenho a agradecer.

Sei que andei afastada e não tenho postado com tanta frequência, mas é que minha vida está meio bagunçada (para variar – ironia) e ando sem tempo – o mal que acomete a todos nós. Mas tenho posts prontos e outros pensados e também estou com três Tags para responder que serão postadas em breve.

Então, a comemoração é minha, mas vocês que merecem todo o crédito. Agradeço, agradeço e agradeço! Reuni três notícias interessantes do mundo das sagas que foram divulgadas nos últimos dias para a gente dar aquele sorriso, olha só:

  • Jogos Vorazes: A Esperança – O final teve a data de estreia adiantada aqui no Brasil.

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É, Tordos, podemos comemorar que no dia 18 de novembro vai ter fim a espera pelo desfecho da saga nas telonas e foi a própria Paris Filmes quem anunciou no final de setembro. Já viram o último trailer divulgado?

Quem aí já garantiu o ingresso? Corre para não perder a estreia!

  • Lançamento do livro ilustrado de Harry Potter.

por Jim Kay

Pottermaníacos podemos comemorar! Chegou às lojas, na última terça-feira, dia 6 de outubro, o livro ilustrado de Harry Potter e a Pedra Filosofal, publicado pela Editora Scholatic nos Estados Unidos e no Reino Unido pela Bloomsbury. Para quem gostar de ler em inglês já dá para garantir o seu exemplar e quem preferir a versão traduzida terá de esperar até 2016, lançamento previsto pela Editora Rocco.

Apesar de estar roendo as unhas para me maravilhar com as ilustras, eu vou esperar e você?

  • A Série Divergente: Convergente ganha trailer dublado.

Allegiant = Convergente.

Allegiant = Convergente.

Recentemente houve uma mudança nos títulos que se referiam as últimas adaptações da saga Divergente para as telonas. Antes, nomeada de A Saga Divergente: Parte 1 e 2, agora é nomeada de A Saga Divergente: Convergente e Ascendente, respectivamente.

O que acharam do trailer? A estreia de Convergente está prevista para 16 de março aqui no Brasil. Aguenta coração!

E para fechar o post com sorriso de ouro, compartilho aqui um projeto que tomei conhecimento nos últimos dias e me identifiquei demais:

  • “Ser Frida Kahlo” por Juliana Krupahtz.

No início, era apenas um trabalho acadêmico da estudante Juliana Krupahtz da Universidade Federal de Santa Maria que tinha o objetivo de retratar mulheres que se identificassem com algum momento da vida da artista Frida Kahlo. Agora, no entanto, é um verdadeiro projeto de empoderamento feminino que explana as variadas nuances da alma feminina por meio da trajetória de Frida.

Um projeto que evidencia dores, fragilidades, incertezas, auto descobrimento e muitas das sensações/emoções que Frida pintou e atravessou e que toda mulher é capaz de se identificar. O trabalho primoroso de Juliana está no Cartarse com o intuito de virar um livro com 10 pinturas de Frida recriadas em fotografia que irão contar com depoimentos das modelos voluntárias contando o motivo de se identificarem com cada retrato. Você também pode apoiar, clicando aqui.

Trabalho belíssimo, não é mesmo? Espero que tenham gostado do post e também espero continuar com o carinho e acompanhamento de vocês. Muito obrigada, lobos e lobas da nossa selva!

Beijos, beijos a loba da vez.

Uma chance de florescer – Tamires Branu

Auuuu, minha gente!

Que bom estar com vocês novamente, até mesmo eu sentir falta de postar, dá para acreditar? Fiquei enrolada com meu diário de alimentação e com minhas consultas na Nutri que estou indo essa semana. Mas vim rapidinho aqui para compartilhar um singelo texto que faz parte da vibe do Desperta, Mulher.

É de uma voz que não pode e nem deve ser calada e nos faz até mesmo refletir. Que tal deixar de lado toda e qualquer confusão do dia a dia para escutar a ti mesma e dar uma nova olhada ao teu redor?

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*imagem retirada do google

 

“O sol raiava e, diferentemente da preguiça, o que me preenchia era uma chatice maçante de revirar os olhos e derrubar o corpo. Sabe, quando você acorda um tanto enjoada e com a leve impressão de que o dia será insuportavelmente chato?

Tédio, era o que podia dizer de mim ao longo da manhã. Minha mãe falava pelos cotovelos, conversa chata, de gente negativa e obsessiva. Minha cabeça rodopiava e a vontade crescia enorme dentro de mim. Temo que um grito não seria suficiente, nem alguns palavrões, talvez misturando tudo com a quebradeira de algumas coisas. Poderia aliviar, mas não seria a solução. Admito que era muito tentador, mas não certo de se fazer.

Ah! Esse meu senso crítico chato que não me deixa fazer nada!

Minha irmã possuía sua habitual expressão de mau-humor que te deixa mais amarga. Para sua felicidade, não passaria o dia todo em casa. Pelo contrário, aprontava-se para sair. Cheiro de perfume, maquiagens espalhadas e roupas penduradas eram o seu cenário de partida.

Enquanto isso, eu continuava lá, enchendo os ouvidos de problemas, reclamações e tudo de péssimo que você deseja não escutar em dias chatos.

A raiva foi me intemperando, a revolta massacrando meu consciente e a chatice me engolindo. De repente, estava sem ar. Sem saco. E, sem vontade. Nossa, o dia estava acabado. O pior de tudo é que ainda era manhã e a danada se arrastava preguiçosamente.

Ah! O outro dia que jamais chegava!

Senti-me como se tivesse tomado um porre grande de vinho, cerveja e vodka. Sensação detestável. Cansei-me dela. Nossa, era tão chata que nem mesmo eu me aguentava.

Larguei as palavras da minha mãe, deixei os ecos virarem silêncio e parti para a sacada. O céu era de um azul singelo com nuvens espaçadas e convidativas. Olhei. Nada vi. Olhei pela segunda vez. Algo apontou no céu. História. Imaginação. Sei lá. Algo que me deu um sorriso e uma sensação leve. Leve, quanto algodão-doce desmanchando na boca. Inspirei profundamente, tentando desanuviar a mente. Foi difícil. Entretanto, depois de várias tentativas, consegui. Como uma raiz que germina devagar e quando menos se espera floresce de tanta beleza.

O dia até parecia outro, embora eu soubesse que era o mesmo. Sorri, com minha pequena vitória. Havia conseguido transformá-lo em bom, aceitável e repleto de vontade.

Deixei a sacada louca para sair de casa, passear, dar uma olhada nas pessoas, nas vitrines das lojas ou de, simplesmente, conversar. Bastante. Podia até mesmo ser dessas conversas de assuntos vazios, mas que te deixam com dor de barriga de tanto rir.

Ah! Lá fora estava um belo dia e, agora, posso dizer que aqui dentro também!” por Tamires Branu

Espero que tenham gostado! Não esqueçam de me contar o que acharam.

Beijos, beijos a loba da vez.

Uma espiada na Geeek Expo em Fortaleza!

Auuuu, leitores! Como foi o fim de semana?

Depois dessa semana curtinha voltamos a rotina comunal e não podemos perder o ânimo, apesar das dores de cabeça, do cansaço e da preguicinha que nos abate toda segunda-feira. Afinal, nova semana pode ser sinônimo de novos começos.

Está uma correria por aqui, mas eu precisava vir compartilhar esse “auu” com vocês e contar um pouquinho da Geek Expo, evento cultural, que rolou nesse fim de semana aqui na minha terrinha. E como o próprio nome já diz, teve de tudo um pouco acerca do mundo nerd. Quadrinhos, heróis, heroínas, vilões; Literatura, discussão sobre obras fantásticas e adaptações para o cinema dos universos literários que fazem a cabeça da galera, como Tolkien, J.k Rowling, Martin, Suzanne Collins e etecéteras; Séries, como Doctor Who e sagas, como Star Wars; Exposição de vídeo games e muitos artigos de colecionador; Presença de desenvolvedores de games cearenses e dos queridos Guilherme Briggs e Anderson Gaveta; Oficinas de escrita, desenhos, ilustrações e muita coisa boa.

Assim que cheguei, dei uma breve olhada e corri para participar da Oficina de Escrita de Literatura Fantástica que foi sucesso com o conteúdo e com a interação da galera e ministrada por dois escritores/editores/talentosos/cearenses, Moacir de Souza Filho e Wilson Júnior. Antes de contar mais sobre a oficina, deixa eu apresentar essas duas promessas no cenário literário do Ceará e do Brasil.

Wilson e Moacir comandando a oficina de escrita na GeekExpo.

Wilson e Moacir comandando a oficina de escrita na GeekExpo, sábado, dia 12

10648277_787455157979966_5764697361858914280_o Moacir é um escritor com olhar aguçado para a revisão, colunista no site INtocados, onde publica conto e noveletas dos mais variados gêneros, já tem duas publicações através da Editora Buriti, Coletâneas Mundos e Híbridos. Também publicou em revistas, como Revista Trasgo, Revista Somnium e Revista Bacanal. Além do mais, ganhou três prêmios: Ideal Clube, Novos Contistas do Nordeste e na Fanstastologia, antologia de contos. É, tava pensando que o cara era fraco? Ledo engano. Para contato: https://www.facebook.com/moacir.msf.

11206962_866760350084721_4442053467996105027_nO Wilson também não fica para trás. Ele é escritor/editor/faz-tudo e deixa eu te contar o motivo: o Wilson encoraja e cria inúmeros projetos na literatura cearense. Saca só: é colunista e editor no INtocados, no Multiversos e no Iradex.net, todos sites de entretenimento que falam sobre literatura, séries, filmes e coisas geek. Nesses sites, ele tem colunas de contos que são abertas a escritores iniciantes e que promovem verdadeiros incentivos a diversos gêneros da literatura. Por exemplo, no Multiversos os contos possuem uma pegada mais HQ a fim de proporcionar uma mistura da cultura brasileira com o universo dos quadrinhos. Além disso, também publicou na Coletânea Híbridos. Não é o máximo? Para contato: http://www.facebook.com/wilson.junior.165.

Agora, vamos a oficina. Os meninos realizaram uma introdução plausível que conseguiu abranger muito da literatura fantástica nacional e internacional, como narrativas mitológicas, folclóricas, contos de fadas e até mesmo horror. Explicaram mais acerca da unidade de escrita conto: o que é, como produzir e como se apresentam as referências fantásticas. Deram super dicas para iniciantes, falando de aspectos importantes como a narrativa, o tempo, a unidade de ação e sem deixar de lado a revisão, parte crucial da escrita. Teve tira dúvidas, um estudo de caso e rolou até sorteio do livro Mundos.

Foi a primeira vez que fui apresentada como escritora para uma plateia (YAAY!), os meninos acabaram falando de mim e sobre o meu trabalho. Olha a loba na área! Imagine a emoção de ter vários olhinhos desconhecidos em cima de você pela razão de fazer o que faz de ti quem é: escrever. Foi insano!

Eu, Moacir, Wilson e nossos respectivos parceiros/noivos. Créditos da imagem por Vlad Xavier.

Eu, Moacir, Wilson e nossos respectivos parceiros/noivos. Créditos da imagem por Vlad Xavier.

Colegas de escrita, já que agora também sou colunista no INtocados (yes!), que tive o prazer de conhecer pessoalmente e que até agora sou muito grata a eles pelas oportunidades.  Quem tiver se interessado, no post estão os links dos sites onde os trabalhos dos meninos são divulgados. Vale a pena dar uma conferida e para quem gosta de fantasia são leituras obrigatórias simplesmente pelo motivo de que eles são bons e se empenham no que fazem.

Continuando o passeio… É, minha gente, teve mais. Espaço particular para artistas e desenhistas independentes com seus mais variados trabalhos, tinha gente desenhando e fazendo caricaturas na hora. Muito talento e muita loucura. Feirões de quadrinhos e uma par de coisas para colecionador, sem falar nos desfiles de Cosplay e na entrega do I Prêmio Al Rio de Quadrinhos, homenagem realizada a quadrinistas e a todos que decidiram se dedicar a essa arte.

Também teve os magníficos óculos RIft. E eu e o mozão nos aventuramos e testamos essa tecnologia danada. É muito real e não tem como fugir das sensações. A nossa experiência foi em uma montanha russa deveras mágica, entre vilarejos, lagos, neve e construções históricas. Realmente me senti dentro de um mundo totalmente desconhecido e a vontade de explorá-lo ficou já que durou pouco.

O post foi voltado para as minhas experiências no evento e peço perdão se ele ficou um pouquinho grande, mas, gente, tinha que falar de tudo que foi mara, certo? Espera, que ainda não acabou! Com o aval do Wilson, deixo aqui o convite para você que escreve histórias/contos/textos arriscar e mandar o seu para: contos@iradex.net, para quem quiser tentar no Iradex.net; contosintocados@gmail.com, no INtocados; multiversosliteratura@gmail.com, no Multiversos. Eu vou me arriscar e você?

Vou ficando por aqui, até o próximo literaócio, minha gente.

Beijos, beijos a loba da vez.