O corpo que já não é mais leve – Tamires Branu.

Auuuuuu, auuuuu!

Uivos de anunciação, leitores! Como anda o fim de ano? Corrido, no mínimo, imagino. Desde o último post tenho visto que muitos de nós tem sofrido com o tempo e a falta dele (prece para o ano acabar e as coisas se resolverem, por favor!), então além de sorte, também cultivo energias positivas para todos nós. E para tirar a poeira do Uiva que Passa, trago-lhes um texto repleto de melancolia, resquícios de um passado muito muito distante e que foi escrito a luz do término da série de TV Dance Academy.

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*imagem retirada do google

“Meus pés subiam e desciam no ar, mas jamais permaneciam tempo suficiente no chão. Olhei para o espelho da academia. Vi o reflexo do olhar de mamãe, tinha certa expectiva que me arrancava o desequilíbrio. Levantei o braço em uma meia lua, saudando o vazio ao meu lado, dando continuidade aos passos. Como desprezava aquele maldito olhar. Degradava-me a algo e me arrancava a identidade de alguém. Eu não era mais que um objeto de seu estimo e zelo, feito para agradar e para fazer o que lhe foi designado no momento de criação.

O sorriso prendeu minha atenção, fazendo-me esquecer de como colocar o pé de volta ao chão. Vi o brilho se apagar no rosto de mamãe, enquanto minha sapatilha tombava contra o piso. Suspirei. Vieram as reclamações. Olhei ao meu redor. O restante seguia os movimentos de sequência. Torci o pé e aprumei a sapatilha, fingindo verificar se estava tudo bem, mas a verdade era que eu procurava suprimir as palavras de encorajamento de mamãe.

Dançar costumava ser como levitar no ar, sentir o movimento perante os olhos concentrados, a pressão se esvaindo da carne, a casca se despedaçando e o espírito tão livre quanto a beleza de um simples momento fugaz. Agora não passava de amarras. Que irônico. Tornei-me uma prisioneira de meu próprio sonho. Soltei um leve e mudo riso, desejando que ninguém percebesse minhas feições distantes. Sonho. Que palavra engraçada. Temo que nunca fora um sonho, mas, talvez, um refúgio. Descoberto. Alcançado. E vazio de reservas de defesa.

Diziam-me constantemente: “Você precisa se empenhar, correr atrás”, como se tais palavras servissem para me manter firme. Jogavam-me outras descabidas: “Não é o suficiente. Mais. Mais. Precisamos de mais.” e justificavam tais apunhaladas como necessárias para meu aprendizado. E acrescentavam: “Você vai me agradecer um dia”.

Lancei meu corpo numa pirueta tripla. Ouvi ecos de um pedido: “Mais uma vez”. Meu racional se lançou em outra tentativa enquanto meu inconsciente apenas se inundava no desejo de parar. A rigidez de minha perna levou-me ao início antes que mamãe completasse o pedido novamente. Sem sucesso. Minha perna continuou pesada. Outra vez. A lateral de meu corpo voltou a se inclinar perigosamente do chão. Repeti o movimento. E de novo, de novo, de novo…. Até que me deixei embarcar na queda e o atrito me fez quicar braços e pernas antes da cabeça tombar e a visão embaçar.

Eu estava no chão e não havia uma pessoa para me ajudar a levantar. Ora, o erro havia sido meu. E, talvez, fosse melhor daquela maneira. Permaneci, a dor retumbando por todo o meu corpo. Mamãe veio até mim em passos pesados, as reclamações pulavam de sua boca como facas afiadas. Deu-me a mão. A expressão de reprovação me embrulhou o estômago. Ignorei-a. Ela reafirmou o gesto com a mão em uma espécie de obrigação. Permaneci, deixando que meus olhos me mostrassem toda a dureza da verdade.

E foi entre gritos e sacolejos que me dei conta do quanto era descartável. Não para mim, mas para eles. Se eu não os seguisse, não tinha mais utilidade. Era uma peça com defeito que não podia ser consertada. E eu jamais tivera a certeza tão firme de que estavam enganados.

Eu não era uma peça, tampouco descartável. E, sem dúvidas, não era absolutamente nada para ninguém enquanto não fosse para mim mesma. Arranquei os braços de mamãe do meu corpo e a empurrei, certificando-me de não machucá-la, pois, naquele momento, percebi o quão contrária eu era à ela. Levantei-me e não foi para continuar com a sequência de dança. Pelo menos, não com a que haviam imposto.

Naquele dia, não deixei apenas mamãe para trás. Não. Deixei uma versão de mim que me aterrorizara durante anos. A versão que se submetia a desejos de outrem e que existia exclusivamente para agradar a qualquer pessoa que não fosse eu. E foi naquele dia, pela primeira vez, que me permiti descobrir quem era o tal “eu”.” por Tamires Branu.

Espero que o texto não tenha se prolongado demais. Quer dizer, um pouco. Admito. É que tem alguns dias que não escrevo absolutamente nada e daí as palavras fluíram e tive que chamar a minha amiga tesoura. Também espero que tenham gostado, apreciado, identificado e que comentem com dicas e opiniões. Sempre digo aqui e volto a dizer: sou aberta a críticas. Um ótimo fim de quarta e respira que depois de amanhã é sexta (som de festa!).

Beijos, beijos a loba da vez.

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Uma chance de florescer – Tamires Branu

Auuuu, minha gente!

Que bom estar com vocês novamente, até mesmo eu sentir falta de postar, dá para acreditar? Fiquei enrolada com meu diário de alimentação e com minhas consultas na Nutri que estou indo essa semana. Mas vim rapidinho aqui para compartilhar um singelo texto que faz parte da vibe do Desperta, Mulher.

É de uma voz que não pode e nem deve ser calada e nos faz até mesmo refletir. Que tal deixar de lado toda e qualquer confusão do dia a dia para escutar a ti mesma e dar uma nova olhada ao teu redor?

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*imagem retirada do google

 

“O sol raiava e, diferentemente da preguiça, o que me preenchia era uma chatice maçante de revirar os olhos e derrubar o corpo. Sabe, quando você acorda um tanto enjoada e com a leve impressão de que o dia será insuportavelmente chato?

Tédio, era o que podia dizer de mim ao longo da manhã. Minha mãe falava pelos cotovelos, conversa chata, de gente negativa e obsessiva. Minha cabeça rodopiava e a vontade crescia enorme dentro de mim. Temo que um grito não seria suficiente, nem alguns palavrões, talvez misturando tudo com a quebradeira de algumas coisas. Poderia aliviar, mas não seria a solução. Admito que era muito tentador, mas não certo de se fazer.

Ah! Esse meu senso crítico chato que não me deixa fazer nada!

Minha irmã possuía sua habitual expressão de mau-humor que te deixa mais amarga. Para sua felicidade, não passaria o dia todo em casa. Pelo contrário, aprontava-se para sair. Cheiro de perfume, maquiagens espalhadas e roupas penduradas eram o seu cenário de partida.

Enquanto isso, eu continuava lá, enchendo os ouvidos de problemas, reclamações e tudo de péssimo que você deseja não escutar em dias chatos.

A raiva foi me intemperando, a revolta massacrando meu consciente e a chatice me engolindo. De repente, estava sem ar. Sem saco. E, sem vontade. Nossa, o dia estava acabado. O pior de tudo é que ainda era manhã e a danada se arrastava preguiçosamente.

Ah! O outro dia que jamais chegava!

Senti-me como se tivesse tomado um porre grande de vinho, cerveja e vodka. Sensação detestável. Cansei-me dela. Nossa, era tão chata que nem mesmo eu me aguentava.

Larguei as palavras da minha mãe, deixei os ecos virarem silêncio e parti para a sacada. O céu era de um azul singelo com nuvens espaçadas e convidativas. Olhei. Nada vi. Olhei pela segunda vez. Algo apontou no céu. História. Imaginação. Sei lá. Algo que me deu um sorriso e uma sensação leve. Leve, quanto algodão-doce desmanchando na boca. Inspirei profundamente, tentando desanuviar a mente. Foi difícil. Entretanto, depois de várias tentativas, consegui. Como uma raiz que germina devagar e quando menos se espera floresce de tanta beleza.

O dia até parecia outro, embora eu soubesse que era o mesmo. Sorri, com minha pequena vitória. Havia conseguido transformá-lo em bom, aceitável e repleto de vontade.

Deixei a sacada louca para sair de casa, passear, dar uma olhada nas pessoas, nas vitrines das lojas ou de, simplesmente, conversar. Bastante. Podia até mesmo ser dessas conversas de assuntos vazios, mas que te deixam com dor de barriga de tanto rir.

Ah! Lá fora estava um belo dia e, agora, posso dizer que aqui dentro também!” por Tamires Branu

Espero que tenham gostado! Não esqueçam de me contar o que acharam.

Beijos, beijos a loba da vez.

Série: Desperta, mulher – Tamires Branu

Auuuuuuu de gratidão, leitores! Ou deveria dizer: volteeei?!

Foi um final de semana complicado e se arrastou como as últimas horas no trabalho: nunca passam. Mas cá estou eu, já é segunda-feira e mal posso acreditar que estou grata por isso.

Decidi fazer uma série de post no Uiva que passa, todos relacionados a mulher e a forma que levamos nossa vida. Serão posts que trazem confidências, ensinamentos e descobertas, mas não serão postados um atrás do outro. Não. Ficarei alternando essa série, chamada de Desperta, mulher, com outros textos/cônicas/contos dos mais variados assuntos.

Mas o legal é que esses posts não servirão apenas para mulheres, já que muitos deles falam da vida em geral. Das dificuldades que enfrentamos, das percepções que cultivamos e de como podemos melhorar. O que acharam? Espero que tenham aprovado a ideia e que me ajudem indicando temas e assuntos difíceis ou não nos comentários.

Para inaugurar a série, Desperta, mulher, resolvi compartilhar com vocês um texto que fala do medo e da necessidade de mudarmos. É como um pontapé inicial para embarcarmos em discussões e descobertas através de uma atmosfera lúdica.

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“Minha mente se retorcia e se escondia. Brincávamos de esconde-esconde. Contudo, já não era mais uma brincadeira. Não, era uma armadilha, da qual eu já não podia mais fugir. Precisava encará-la. Era chegada a hora.

A hora de decidir. A hora de mudar. A hora de mergulhar.

Ora, todos os meus sentidos se retraiam em medo. Era comum. Havia me dito a sábia dentro de mim.

O medo sempre fora um aliado necessário, mas perigoso. Ele transitava entre o bem e o mal. Havia me dito a sábia dentro de mim.

Uma linha tênue costumava separá-lo de tais caminhos. Quando essa linha se esvanecia, o medo se transformava em um habitante de dois mundos. Uma verdadeira faca de dois gumes, se é que me entende.

Normalmente, alertava meus sentidos, trazia sanidade a minha alma confusa e por vezes já havia me livrado de enrascadas. Agora, no entanto, ele me ata em amarras e imobiliza minha capacidade de seguir em frente, deixando-me atordoada e ligada em um constante estado de alerta.

Precisa se livrar dele para mergulhar. Havia me dito a sábia dentro de mim.

Contudo, eu, simplesmente, não conseguia. Não tinha habilidade, força ou coragem.

Não. Ledo engano. O que eu tinha mesmo era medo e não fazia a menor ideia de como me livrar dele. Maluquice, pensei comigo mesma. Era possível ter medo do próprio medo? Se era.

Afinal, quem eu era? Já não me reconhecia.

Para se reconhecer, você precisa se conhecer primeiro. Revelou-me a sábia dentro de mim.

Sem dúvidas, isso explicaria grande parte das minhas escolhas ou a falta delas. E não estou falando da roupa que compramos no shopping por achá-la ultra bonita e ao chegarmos em casa aposentamos a coitada sem mesmo dar a chance dela seguir o seu destino: vestir nosso corpo. Não.

Estava na hora de conhecer a mim mesma. Confessou-me a sábia dentro de mim.

E voltamos ao início. Era chegada a hora.

A hora de decidir. A hora de mudar. A hora de mergulhar.

Mas o medo já não é mais meu aliado e na incapacidade de me livrar dele, então, levá-lo-ia. Com a certeza de que não seria tão fácil e nada simples quanto minha decisão parecia.

Meus pés chegaram ao final da linha. E eu? Bem, eu mergulhei. Mergulhei ao encontro de mim mesma.” por Tamires Branu.  

É um texto de poucas palavras, mas que carrega muitas significações. Principalmente, a personificação da sábia. Nem todas sabemos, mas possuímos uma sábia dentro de nós mesmas que se mantém em silêncio na maioria das vezes por razões internas ou externas. Razões internas como pensamentos, escolhas e sentimentos. Razões externas como influências, falta de conhecimento/estudo e a sociedade moderna.

Acabamos de esquecer da existência dela e ficamos perdidas. Até que nos últimos momentos do segundo tempo ela acaba por aparecer seja como uma voz lá no fundo, seja como um conselho/opinião/palavras de sinceridade de outras pessoas que nos leva a entrar em contato com a tal da sábia: refletindo.

A sábia é como um sinal, aviso, puxão de orelha ou como qualquer coisa que te faça pensar e repensar no que está acontecendo. Ela é a ajuda, a dúvida, mas também a sabedoria. Mas como ela pode ser a dúvida e a sabedoria ao mesmo tempo? Por que através da dúvida conseguimos chegar até a sabedoria. E é por isso que devemos cultivar e nos lembrar da nossa sábia e deixá-la nos ajudar.

Enfim, esse foi o post de hoje e está aberto para discussões nos comentários. Conto com vocês e uma ótima semana a todos!

Beijos, beijos a loba da vez.

Resenha – Coletânea Mundos Vol.4

Auuuuuuu, leitores! Entramos em um novo ciclo lunar e com essa atmosfera de novidade venho aqui deixar uma resenha deveras diferente das demais. Mas antes de apresentá-la, pergunto-lhes como estão. Como anda o início da semana para vocês?

Por aqui as coisas andam mais atrapalhadas que guarda-roupa desajeitado. Não. Não é exagero. Tudo bem, talvez seja. Na verdade, estou lamentando mesmo pelo domingo ter passado tão rápido. E sabe o motivo? Foi que fiz uma releitura muito gostosa ao ar livre. E agora vou apresentá-la a vocês. Quem já ouviu falar da coletânea de contos fantásticos da Editora Buriti, a Mundos?

Livro Mundos Vol. 4 publicado pela Editora Buriti.

Livro Mundos Vol. 4 publicado pela Editora Buriti.

 O quarto volume da antologia Mundos está recheado com oito contos de diversos autores no decorrer de 140 páginas. Os autores selecionados para a antologia foram: Paulo Abe, Tamires Branu, João Marciano Neto, Gilson Cunha, Miguel Bernardi, Moacir de Souza Filho, J.J Ducak e Zero Medeiros.

Yes, eu participei. Alguns de vocês já devem ter visto na aba Autorias do Menu do blog ou não. Não tem problema. Deixa eu te falar mais um pouquinho sobre ele.

Publicado pela Editora Buriti no mês de maio, esta antologia concentra as melhores histórias de fantasia, ambientadas em outros universos ou outras versões do nosso próprio mundo, abordando temas como futuro, desigualdade social, devastação, felicidade, vaidade e por aí vai.

Como o livro em si já é curtinho, vou procurar falar dele como um todo (espero que não fique nada confuso!). Todos os contos contam com uma perspectiva de mundo e fantasia diferente. Não vou revelar em águas claras de que se trata.

Domingo de releitura e parque.

Domingo de releitura e parque.

Abrindo a aventura pelos mundos fantásticos, temos o primeiro conto, ‘O último judeu’, de Paulo Abe, levando-nos além da Terra, onde nos é apresentado uma nova visão da civilização. Enquanto a civilização sofre com uma ameaça de devastação, que parece impossível de ser aniquilada, o inesperado acontece. Pode ser a salvação ou pode ser a destruição. Quer saber? Corre e vai garantir o seu.

11350388_643177549145609_1770911251_nO conto seguinte, ‘Era uma vez a Pátria dos Flames’, de Tamires Branu nos leva para outro universo alternativo e nos envolve com a história infeliz da protagonista, Callie Young, que desafia o próprio lugar de origem em busca de aceitação. A reviravolta nos deixa com gostinho de “quero mais”.

Em seguida temos ‘Deva’ de João Marciano Neto, onde somos transportados para uma atmosfera tecnológica que nos envolve em um desafio perigoso. No início, o desafio parecia ser a solução. Agora, ninguém sabe. Cuidado, é traiçoeiro. Quer saber qual é?

Convidando o leitor para passear em águas profundas, temos o quarto conto, ‘A mulher que chora’, de Gilson Cunha. Neste conto, o mistério rola solto sobre a natureza da protagonista (ou será que é do protagonista?).

Em um recorte de histórias surge o quinto conto, ‘O chamado do fogo’, de Miguel Bernardi. Os recortes são guiados por lugares diferentes e tempos diferentes da narrativa, que funcionam muito bem para preservar o mistério do enredo. Quando somos levados de volta para nossa herança indígena e nos deparamos com antigos guerreiros, as coisas ficam super interessantes. Quer saber mais?

Até o Aquiles quis ler. <3

Até o Aquiles quis ler. ❤

O sexto conto, Inferno Verde’, de Moacir de Souza Filho nos transporta para a Floresta Intocada, através de uma missão guiada por um nobre da família Gondino. A tal da floresta é independente e tem fama de não facilitar para ninguém. Esse conto equilibra o livro perfeitamente, te deixando satisfeito com a leitura, pois é um conto linear e que abriga muitas críticas disfarçadas. Quer saber até onde essa missão vai chegar?

‘O Espadachim de Gelo, de J.J Ducax, é uma narrativa ambientada num lugar chamado Jahunner, onde o protagonista, um tenente incrédulo, encontra um mendigo deveras misterioso que lhe apresenta um mundo novo. Quer saber de que se trata esse tal mundo?

Fechando a aventura temos o último conto, ‘Garotos são só Garotos’, de Zero Medeiros, que nos leva a viajar entre o presente e o passado, misturando aprendizados, delitos e vingança, sem falar na caracterização de uma persona mítica. Quer saber qual é?

O livro ainda está com um precinho camarada e fretes grátis para todo o Brasil. Pode ser adquirido no site da editora, aqui ó: Editora Buriti. É uma coletânea com autores brasileiros iniciantes ou não, mas que se arriscam no mundo da escrita e colocam a cara a tapa. Que tal a gente valorizar o que é nosso?

Espero que tenham gostado. Foi uma espécie de resenha bastante convidativa e voltada para divulgar o trabalho dos autores e da coletânea. Até a próxima litera!

Beijos, beijos a loba da vez.