Resenha: Cidades de Papel – Filme

Saudosos uivos, leitores! Quero dizer: Volteeei!

Semana passada fui conferir no cinema a estreia da mais nova adaptação para as telonas do querido John Green: Cidades de Papel.
O filme já era bastante esperado pelos fãs do autor e dos atores que deram vida aos personagens principais da história, Nat Wolff e Cara Delevingne.

Fui sem pretensões e sem muitas expectativas. Não li o livro (muita gente falou sobre a história do livro para mim e acabei desistindo), então não estava e nem estou em posição de comparar criticamente a obra; também não é este o meu propósito. Quero apenas compartilhar um feedback de uma telespectadora qualquer que decidiu ir ao cinema para assistir a um filme jovial, e não me decepcionei. Vamos a resenha? (Mantenha a compostura, não tem spoiler).

Cidades de Papel - Pôster

Cidades de Papel – Pôster do filme.

Sinopse: “”Cidades de Papel” é uma história sobre amadurecimento, centrada em Quentin e em sua enigmática vizinha, Margo, que gostava tanto de mistérios, que acabou se tornando um. Depois de levá-lo a uma noite de aventuras pela cidade, Margo desaparece, deixando para trás pistas para Quentin decifrar. A busca coloca Quentin e seus amigos em uma jornada eletrizante. Para encontrá-la, Quentin deve entender o verdadeiro significado de amizade – e de amor.”

O filme é uma divertida aventura adolescente que trata de assuntos como crescimento, relacionamento e amizade. A história se desenrola de forma gostosa e nos proporciona algumas boas risadas.

Margo, a paixão platônica do protagonista, Quentin, é o fogo da lareira. É ela quem move a narrativa, quem traz mistério e aprendizado para o jovem Quentin, apesar de algumas vezes não ser nada intencional. Ora, Margo é uma incógnita e das boas: é uma incógnita até para ela mesma. Fora amiga de Quentin durante a infância, no entanto, diante das personalidades contrárias, os dois acabam por se distanciar ao longo do colegial.

Em uma noite diferente a vizinha, Margo, invade o quarto do antigo amigo, Quentin, e o convida para uma madrugada de aventuras. E daí tudo acontece de forma linear e rápida sem dar espaço para bocejos… Tudo bem, quem sabe quase abrimos a boca algumas vezes. Normal para um filme desse gênero. No mais, os cenários são bem convidativos e a trilha sonora também não deixa a desejar.

Não posso deixar de ressaltar que o final deixou um cheiro de descontentamento no ar. Ora, o modo como as coisas terminam não é esperado e nos deixa meio tonto em relação a personalidade de Quentin (o jovem é mais um clichê de filme adolescente que se apaixona pela garota popular da escola e a tal da paixão é o que define ele), mas é coerente com as lições da narrativa. E que lições!

Destaque para os dois melhores amigos de Quentin, Radar e Ben que trazem toda uma graça e amabilidade para a atmosfera da história.

Para a ideia inicial do filme sobre a personagem Margo a atuação de Cara pode ter deixado um pouco a desejar. Ora, Margo supostamente deveria ter mais “muiteza”, como costumava dizer nosso adorável amigo chapeleiro. Para Quentin a atuação de Nat Wolff nem acrescentou ou amenizou. Digamos que ele incorporou o personagem: comum.
É isso, para um filme a lá “sessão da tarde” foi “muito bem, obrigado”.

Eu gostei de ter ido ao cinema e partilhar com os personagens as descobertas divertidas da adolescência e você? Vai um cineminha aí? Não esqueçam de me contar o que acharam!

Beijos, beijos a loba da vez.

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Resenha: Outubro – Kamile Girão

“Você sabe o por quê das folhas caírem no Outono?”

Hey, lobas! Como primeira postagem do Literaócio decidi fazer uma pequena resenha do livro Outubro para falar um pouquinho do trabalho de uma jovem escritora que é da minha cidade (orgulho!). Kamile Girão é de Fortaleza/CE, tem dois livros publicados, Yume e Outubro, e um site super bacana com mais informações sobre ela: http://kamilegirao.com/. Lá estava eu fazendo pesquisas sobre publicação em algumas editoras e me deparei com seu primeiro livro publicado, Yume, de capa tão galante e irresistível. Fiquei super curiosa e fui logo pesquisar. Ainda não tive a oportunidade de conhecê-la pessoalmente, mas já a admiro. Comprei Outubro através da Amazon na versão para Kindle e, mais uma vez, amei a capa.

Segue a sinopse: “Você sabe o por quê das folhas caírem no Outono?” Shau desconhecia a resposta para aquela pergunta – até conhecer Kaero Morgan. E, naquele outubro de 2004, ele encontrou, no auditório da escola, aquela que lhe mostraria não apenas a razão pela qual as folhas abandonam suas árvores durante a estação que precede o inverno, mas que, também, ensinaria o rapaz de roupas largadas e desânimo constante a virar um homem. Outubro, 2013. Para Felipe Alves, seria somente mais um dia de árduo trabalho no hospital. Contudo, ao entrar no quarto 706, o jovem enfermeiro percebeu que aquele não seria um mês comum. Após tantos anos, a vida finalmente lhe deu a chance de retificar os erros do passado e de livrar-se, finalmente, das folhas velhas que persistiam na árvore da sua vida.”

Inicialmente, eu gostei bastante da história. É daquelas que não precisam de muito, como enfeites, reviravoltas, segredos, caras charmosos, meninas incrivelmente lindas e etc. para te conquistar. Possui um pouco de tudo na medida certa. Na verdade, é tão palpável, tão real que você consegue imaginá-la acontecendo por aí, em qualquer lugar, qualquer canto do universo. Particularmente não acredito em amor à primeira vista. Sou um pouco cética, e daí? Acredito mais no amor construído e conquistado ao longo do tempo e da vivência. Mas já ouvi relatos que aconteceram com outras pessoas, então, quem sou eu para dizer que não existe? Outubro conta não só a história de duas pessoas apaixonadas que tentaram fazer dar certo, como o reencontro entre elas. De um lado temos, Shau. Do outro, Kaero. Shau não é lá tão atraente, tampouco interessante, se o compararmos ao estereótipo de caras que costumam levar a mocinha e os leitores ao delírio. É comum, mas com pensamentos e personalidade incríveis. Não é daqueles que te deixam apaixonada a primeira vista, é daqueles que vale a pena conhecer, embora seja um tanto desleixado. Vê seu cotidiano mudar ao se encantar por uma professora de música, apesar de possuir uma namorada problemática que não o reconhece como tal e nem mesmo quer apresentá-lo a família. Já Kaero, a professora de música, é singela, delicada e tem aspirações certas para o futuro. No início, resisti a ideia de ter um relacionamento justamente por conta de seus planos profissionais. Mas… quando o coração bate o pé não tem quem dê jeito. E o que essa história tem de legal, se até agora parece basicamente normal? Tudo e o fato da história narrar as problemáticas que vez ou outra nos deparamos na transição da adolescência para a vida adulta. Por exemplo, as responsabilidades, as escolhas, a autoestima, a família e por aí vai. Sem falar que a música traz um toque melodioso, romântico e envolvente ao enredo. Outubro é um romance bem escrito e realista, que deixa o leitor preso nas comparações naturais e cheio de vontade de saber como aconteceu a história dos mocinhos e no que o reencontro deles vai resultar. Para mim, a alternância entre passado e presente ao longo da narrativa funcionou bem, assim como a presença de dois narradores, um em 3 pessoa e outro em 1 pessoa, narrada através do diário de Kaero. Na verdade, adicionou mais curiosidade e mistério ao romance.

Cuida e inicia logo a sua leitura! É obrigatória para quem é apaixonada por um bom romance e para quem apoia a Literatura Nacional. Não vou falar mais por que quero deixar vocês com vontade de “quero mais”.  Funcionou?

beijos, beijos.