Ciranda dos alimentos: O que é Intolerância à Lactose (IL)?

Boa noite, minha gente, com direito a um “Auuuuu” bem gostoso.

Voltei da minha rápida viagem de dois dias. Sim, ela foi muito rápida, mas foi preciso: tive um desconforto gastrointestinal de perder o ânimo. Certamente algo indevido que eu comi, é fato. Talvez o chocolate de soja. Quem sabe, esse é meu tiro mais provável. Enfim, fora o tal do desconforto que me fez vir antes para casa, o primeiro dia foi muito bom e ele é o motivo desse “auu” gostoso.

Mais precisamente, eu diria que a noite é o motivo. É, a noite estava de uma beleza encantadora. VMA à parte, já que todo mundo está comentando que essa última edição deu o que falar, quem aqui viu a Lua Cheia no sábado? Quem tirou um tempo da correria só para ver como ela estava grandiosa no céu? Eu fiquei de olho, esperando ela nascer e deixa eu contar para vocês: foi um verdadeiro espetáculo da natureza. Sou grata por cada momento, compartilhei até uma foto no Instagram.

Seguindo para o tema do post, devido a esse desconforto, decidi explicar um pouquinho sobre restrições alimentares com base nas minhas descobertas e sagas. Optei por começar pela IL porque foi a primeira restrição que descobri. Vamos saber um pouquinho mais?

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Antes de responder a essa pergunta, vamos primeiro saber o que é esse negócio chamado lactose?

A lactose é um dissacarídeo formado por dois monossacarídeos: a galactose e a glicose. Em outras palavras, a lactose é um açúcar próprio e natural do leite e de outros produtos lácteos.

Para ser digerida no nosso intestino, nosso organismo produz uma enzima chamada lactase que é responsável por quebrar as moléculas da lactose, deixando-a no ponto de ser absorvida.

Agora que a gente já sabe um pouco mais sobre a lactose, vamos realmente saber do que se trata a famosa da intolerância à lactose. Ora, o próprio nome já diz: é a deficiência do organismo em digerir a lactose. Por isso a intolerância também pode ser conhecida como a falta da enzima lactase. É, isso mesmo. Nosso intestino para ou diminui a fabricação da enzima lactase o que impossibilita ou dificulta o processo de absorção da lactose no nosso organismo, o que causa muitos desconfortos.

Quem pode ter? Todo mundo. E faço aqui uma ressalva para o cuidado com o estresse. Quando estamos sob muito estresse, acontece uma diminuição na defesa de nosso sistema imunológico e essa diminuição acaba sendo uma porta para muitas doenças e futuros problemas. Então, sugiro que vá aprendendo a respirar e desapegar do estresse.

É possível nascer com essa deficiência? Sim, é possível. Quando acontece, chama-se de condição congênita, que significa que é passada de mãe para filho.

Quais são os sintomas? O clássicos são: desconforto abdominal, gases, diarreia, inchaço, náuseas e até vômitos. Os outros são decorrências desses sintomas: enxaqueca, mal-estar, cólicas, dores no peito, nas costelas e até mesmo na coluna. Claro, que os sintomas variam de organismo para organismo.

Mata? Não. A IL não é uma alergia, como muitos confundem com a ALPV (Alergia à proteína do Leite de Vaca).

Faz mal e pode te agredir muito? Sim. A IL pode levar a inflamações no sistema digestório, que, por sua vez, acabam por dificultar a absorção de nutrientes. Espera, quer dizer que a IL pode me deixar com carência de vitaminas e me fazer perder peso? Dependendo da sua intolerância e da falta de cuidado com ela, sim.

Qual o tratamento? Geralmente, o médico suspende temporariamente ou por completo a ingestão de produtos que tenham lactose. Mais uma vez: depende do seu caso. Existem pessoas que conseguem ingerir uma certa quantidade de lactose sem que isso as faça mal. E já existem outras que não podem ingerir nem mesmo uma quantidade pequena de lactose que está presente em muitos remédios, como é o meu caso. Para tomar medicações, faço o uso da enzima manipulada.

O que nos leva a pergunta: a solução é a enzima? Não, necessariamente. A enzima lactase que pode ser manipulada ou encontrada em farmácias em forma de comprimido ou pó é um tiro incerto. Qual o motivo? Existem pessoas que se dão super bem com a enzima e consomem produtos com lactose e não sentem nada e existem pessoas que não se dão nada bem com a enzima, como é o meu caso. Por exemplo, se eu tomar a enzima e comer qualquer coisa que contenha leite, vou passar mal na certa. Já fiz essa experiência várias vezes e em todas foi como se eu não tivesse tomado a enzima. Resultado: não funciona para mim.

É reversível? Já vi casos que sim e já vi casos que não.

E tudo na IL é assim: incerto? Ora, estamos falando de graus diferentes e variáveis de intolerância. Além do mais, nem todo organismo é igual, não é mesmo?

Então, sentiu um desconforto ou qualquer um desses sintomas e acabou se dando conta de que os sintomas estão associados a ingestão do leite, procure um gastroenterologista. E se você tem esses sintomas, mas não consegue definir se está ou não associado ao leite ou a produtos lácteos, procure também. Já dizia aquele ditado: “é melhor prevenir do que remediar”. Não estou dizendo que seja de cara IL, apenas estou dizendo que é bom investigar.

Descobri minha IL depois dos vinte anos e foi totalmente por acaso. Sempre tive gastrite e alguns problemas no estômago e voltei ao Gastro justamente por achar que minha gastrite estava ativa novamente. Bem, ela estava, mas não era ela quem estava me presenteando com todos os sintomas. Não foi à toa que fiz o tratamento da gastrite e muitos dos sintomas persistiram. Então, veio o diagnóstico de IL, após um exame de sangue bem chatinho.

Gente, tentei fazer esse post em um tom mais científico e é por isso que encerro ele por aqui. Mas pretendo continuar a discussão e falar mais sobre a IL de modo mais particular. Sem dúvidas, uma das minhas maiores dificuldades foi encontrar alguém que estivesse no mesmo barco e que pudesse compartilhar as vivências. Felizmente, encontrei pela internet e através de muitos relatos fui me dando conta da real condição e fui aprendendo a me cuidar. E é por isso que compartilho com vocês e continuarei fazendo.

Qualquer dúvida, ficarei contente em tentar dissolvê-la. Até as próximas páginas do Ciranda dos alimentos e uma ótima semana para todos nós!

Beijos, beijos a loba da vez.

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Olá, mundo! É tempo de transição!

No meu primeiro post do blog, minha mente bloqueou completamente. Queria criar um post bacana, que muitas pessoas se identificassem e gostassem logo de cara do meu blog. Mas daí pensei: as pessoas nem mesmo me conhecem ou sabem do que pretendo ou não falar, como elas vão se identificar comigo se eu não deixar um pouco de mim transparecer? Então, decidi.

Não vou falar de mim por completo, afinal quem sou eu? Também não tenho nenhum interesse em divulgar minha vida privada. Então, vou falar um pouco deste exato momento e de mim em relação a ele.

Como vocês já podem ter visto, eu sempre gostei muito de escrever. No início, era só vontade. Depois, veio o choque de descoberta: escrever era o que eu queria fazer. Desde pequena tinha muita criatividade e energia, fiz diversas coisas até me descobrir. Desenhei, cantei, joguei vôlei, fiz balé e um certo dia escrevi uma historinha com ilustrações, algo parecido com uma mini revistinha em quadrinho. Quando terminei, percebi que a história não acabava ali e que eu precisava contar mais dela. Foi, então, que comecei a desenvolver um livro e resolvi estudar escrita. Esse tal livro aí nunca foi publicado (ainda) e eu continuei a escrever por alguns anos.

Durante muito tempo tive vontade de compartilhar minhas histórias e sonhei com o dia em que aconteceria. No entanto, nunca tive coragem para me arriscar a colocá-las em algum veículo ou suporte financeiro para publicá-las de modo independente. Até o ano passado, quando resolvi que participaria de antologias. Até agora, tenho dois contos publicados em antologias e um que está prestes a sair. Não é muito, mas já é um começo.

Sempre acompanhei blogs de escrita, dicas, informações etc. e sempre tive vontade de criar um. Agora que deixei a timidez e o receio de lado, resolvi criar. Afinal, é tempo de transições, descobertas e de dar verdadeiros saltos para frente. E o medo e a insegurança aonde foram parar? Ainda está aqui, mas posso sufocá-los por enquanto. Na verdade, tenho a consciência de que posso cair em algum desses saltos, ou, em todos, quem sabe, mas não vejo como derrota, pelo contrário é mais uma oportunidade para se levantar e tentar fazer acontecer.

Se você ficar no chão todas as vezes que a vida resolve te dar um tapa, só vai conhecer o que está abaixo de você. Então, sacode a poeira do ombro e se permite conhecer o além. Não é o além-mar não, é o seu mesmo. O seu além e tudo o mais que você pode descobrir em ser.

No blog pretendo falar de muitas coisas. Coisas que me identifico e que você, caro leitor, pode se identificar também. Literatura, escrita, dicas, alimentação, novidades em geral e sobre as peripécias de viver na nossa sociedade atualmente. Ah! Também vou postar crônicas, contos e textos para quem quiser conhecer um pouquinho mais do meu trabalho.

Enfim, estou arrumando as coisas por aqui, criando categorias e dividindo os assuntos. Pode deixar, que aos poucos, tudo vai estar organizado.

Agradeço se vocês se sentirem a vontade e seguir o blog no botãozinho que fica ali do lado.

Beijos, beijos, a loba da vez.