O corpo que já não é mais leve – Tamires Branu.

Auuuuuu, auuuuu!

Uivos de anunciação, leitores! Como anda o fim de ano? Corrido, no mínimo, imagino. Desde o último post tenho visto que muitos de nós tem sofrido com o tempo e a falta dele (prece para o ano acabar e as coisas se resolverem, por favor!), então além de sorte, também cultivo energias positivas para todos nós. E para tirar a poeira do Uiva que Passa, trago-lhes um texto repleto de melancolia, resquícios de um passado muito muito distante e que foi escrito a luz do término da série de TV Dance Academy.

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*imagem retirada do google

“Meus pés subiam e desciam no ar, mas jamais permaneciam tempo suficiente no chão. Olhei para o espelho da academia. Vi o reflexo do olhar de mamãe, tinha certa expectiva que me arrancava o desequilíbrio. Levantei o braço em uma meia lua, saudando o vazio ao meu lado, dando continuidade aos passos. Como desprezava aquele maldito olhar. Degradava-me a algo e me arrancava a identidade de alguém. Eu não era mais que um objeto de seu estimo e zelo, feito para agradar e para fazer o que lhe foi designado no momento de criação.

O sorriso prendeu minha atenção, fazendo-me esquecer de como colocar o pé de volta ao chão. Vi o brilho se apagar no rosto de mamãe, enquanto minha sapatilha tombava contra o piso. Suspirei. Vieram as reclamações. Olhei ao meu redor. O restante seguia os movimentos de sequência. Torci o pé e aprumei a sapatilha, fingindo verificar se estava tudo bem, mas a verdade era que eu procurava suprimir as palavras de encorajamento de mamãe.

Dançar costumava ser como levitar no ar, sentir o movimento perante os olhos concentrados, a pressão se esvaindo da carne, a casca se despedaçando e o espírito tão livre quanto a beleza de um simples momento fugaz. Agora não passava de amarras. Que irônico. Tornei-me uma prisioneira de meu próprio sonho. Soltei um leve e mudo riso, desejando que ninguém percebesse minhas feições distantes. Sonho. Que palavra engraçada. Temo que nunca fora um sonho, mas, talvez, um refúgio. Descoberto. Alcançado. E vazio de reservas de defesa.

Diziam-me constantemente: “Você precisa se empenhar, correr atrás”, como se tais palavras servissem para me manter firme. Jogavam-me outras descabidas: “Não é o suficiente. Mais. Mais. Precisamos de mais.” e justificavam tais apunhaladas como necessárias para meu aprendizado. E acrescentavam: “Você vai me agradecer um dia”.

Lancei meu corpo numa pirueta tripla. Ouvi ecos de um pedido: “Mais uma vez”. Meu racional se lançou em outra tentativa enquanto meu inconsciente apenas se inundava no desejo de parar. A rigidez de minha perna levou-me ao início antes que mamãe completasse o pedido novamente. Sem sucesso. Minha perna continuou pesada. Outra vez. A lateral de meu corpo voltou a se inclinar perigosamente do chão. Repeti o movimento. E de novo, de novo, de novo…. Até que me deixei embarcar na queda e o atrito me fez quicar braços e pernas antes da cabeça tombar e a visão embaçar.

Eu estava no chão e não havia uma pessoa para me ajudar a levantar. Ora, o erro havia sido meu. E, talvez, fosse melhor daquela maneira. Permaneci, a dor retumbando por todo o meu corpo. Mamãe veio até mim em passos pesados, as reclamações pulavam de sua boca como facas afiadas. Deu-me a mão. A expressão de reprovação me embrulhou o estômago. Ignorei-a. Ela reafirmou o gesto com a mão em uma espécie de obrigação. Permaneci, deixando que meus olhos me mostrassem toda a dureza da verdade.

E foi entre gritos e sacolejos que me dei conta do quanto era descartável. Não para mim, mas para eles. Se eu não os seguisse, não tinha mais utilidade. Era uma peça com defeito que não podia ser consertada. E eu jamais tivera a certeza tão firme de que estavam enganados.

Eu não era uma peça, tampouco descartável. E, sem dúvidas, não era absolutamente nada para ninguém enquanto não fosse para mim mesma. Arranquei os braços de mamãe do meu corpo e a empurrei, certificando-me de não machucá-la, pois, naquele momento, percebi o quão contrária eu era à ela. Levantei-me e não foi para continuar com a sequência de dança. Pelo menos, não com a que haviam imposto.

Naquele dia, não deixei apenas mamãe para trás. Não. Deixei uma versão de mim que me aterrorizara durante anos. A versão que se submetia a desejos de outrem e que existia exclusivamente para agradar a qualquer pessoa que não fosse eu. E foi naquele dia, pela primeira vez, que me permiti descobrir quem era o tal “eu”.” por Tamires Branu.

Espero que o texto não tenha se prolongado demais. Quer dizer, um pouco. Admito. É que tem alguns dias que não escrevo absolutamente nada e daí as palavras fluíram e tive que chamar a minha amiga tesoura. Também espero que tenham gostado, apreciado, identificado e que comentem com dicas e opiniões. Sempre digo aqui e volto a dizer: sou aberta a críticas. Um ótimo fim de quarta e respira que depois de amanhã é sexta (som de festa!).

Beijos, beijos a loba da vez.

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Das sagas literárias que irão virar filmes!

Auuuuuu, caros leitores! Como estão/vão?

Hoje vim ter com vocês que gostam um cadinho de ler sobre fantasia e romance. Sim, você que está aí do outro lado da telinha, que viaja pelos mundos da literatura e acompanha as angústias, felicidades e loucuras dos personagens e ainda não sabia se aquela história guardada do lado esquerdo do peito seria adaptada para as telonas, vem cá saber mais.

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  • “A Seleção”:

Depois de muitas tentativas, de uma possível gravação e de um burburinho sobre uma série televisiva a saga “A Seleção” da nossa querida Kiera Cass que já esteve aqui no Brasil, inclusive em Fortaleza, irá para as telonas. Sim, caros leitores, vocês não leram errado. Aprumem os tambores porque a América vem aí. A Warner Bros comprou os direitos cinematográficos da autora. Reza a lenda que o roteiro será feito por Katie Lovejo e nada além disso foi decidido ainda, mas, sim, vai ter filme. Uma prece, por favor!

Já finalizei minha leitura da saga e em breve irei compartilhá-la aqui. Contudo, de antemão, gostaria de saber quem aqui já leu A Herdeira? Gostou? Ainda não li, talvez seja receio de como o enredo será/foi conduzido, uma vez que já foi bastante explorado.


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  • “As Crônicas do Matador do Rei”:

Sim, o universo fantástico criado por Patrick Rothfuss ganhou uma tremenda liberdade de adaptação audiovisual através de uma proposta da Lionsgate (é, aquela danada que é a mesma das franquias Jogos Vorazes, Divergente, Crepúsculo e por aí vai). Para quem não sabia, o Rothfuss não tinha nenhum interesse que suas obras se transformassem em séries grandiosas da televisão. Na verdade, chegou até mesmo a compartilhar o sentimento em seu blog pessoal. No entanto, a proposta da Lionsgate balançou o autor que agora pede aos fãs de seus escritos que comemorem e se sintam felizes… Ah! e que não se preocupem, ele pretende acompanhar todo o processo de perto.

Sou suspeita para falar já que simpatizo demais com o universo. Então, só espero que o resultado seja satisfatório, o que acho difícil.


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  • “Fronteiras do Universo”:

Genteeee, a trama da série literária Fronteiras do Universo ou A Bússola de Ouro (filme lançado em 2007) vai virar série televisiva. Sim, pode gritar e pular. Eu fiquei de cara com a notícia e estou super ansiosa para ver aonde isso vai dar. Conheci o Philip através do filme que infelizmente não teve continuação devido a baixa bilheteria e fiquei encantada com os temas abordados nos livros da saga Fronteiras do Universo. Tem de tudo um pouco, fantasia, física, filosofia, teologia e o que falar da ideia espiritual dos “Daemons”? Genial! E o que falar sobre a pequena grande Lyra? Tá aí uma menina arretada de baum! A BBC anunciou recentemente que será uma minissérie de 8 episódios baseada nos três livros lançados por Philip Pullman, A Bússola de Ouro, A Faca Sutil e A Luneta Âmbar.


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  • “Perdida”:

É claro que não poderia faltar um anúncio que diz respeito a nossa terrinha brasileira. Carina Rissi confirma e responde em seu próprio site que a Amberg Filmes fez o convite para produzir e estrelar a trama nas telonas e que a autora aceitou na hora, é claro. De acordo com ela, está participando do roteiro junto a Luca Amberg e o desenrolar depende dos patrocinadores.

Procurei reunir mais informações sobre, mas não consegui muito. O importante é que a autora é bacana e está mantendo os leitores inteirados a respeito de qualquer novidade.


Minha gente, dei uma passadinha rápida para compartilhar essas notícias porque elas aqueceram meu coração. E devo dizer novamente que ando sumida mesmo e me desculpem, mas estão acontecendo muitos rebuliços por essas bandas da floresta e tá difícil de eu estar por aqui mais vezes.

Espero que esse quadro se reverta para eu voltar a puxar a manga de todo mundo aqui, interagindo e fazendo perguntas sobre os posts.

Tenham um domingo e uma semana de luz!

Beijos, beijos a loba da vez.

O ensaio fotográfico Afeto e o direito de amamentar!

Auuuuuuuu, auuuuuuuuuu!

Uivos de anunciação e de alegria, leitores! Vim compartilhar com vocês uma iniciativa e homenagem realizada pela fotógrafa Camilla Albano para todas as mulheres que amamentam. E ao mesmo tempo, vim afirmar o direito de amamentar sem prazo definido e livremente em público.

Ensaio Afeto por Camilla Albano Fotografia.

Ensaio Afeto por Camilla Albano Fotografia.

De acordo com a artista, “O Afeto foi um encontro feito pra quebrar o tabu sobre a amamentação em livre demanda e prolongada.” e não teria uma melhor forma de quebrar o tabu do que fazê-lo através de registros naturais, não é mesmo? Registros que captam a essência de um momento inato, repleto de amor e que evidenciam a relação da mãe com a sua cria.

Para quem não conhece, Camilla Albano é uma das maiores fotógrafas do Nordeste, dona de um olhar único e de um talento idôneo e iluminado. Quem apoia causas sociais, evidencia a figura da Mulher na modernidade e vive em um constante e crescente despertar. Já ganhou inúmeros prêmios e já esteve a frente de suas próprias exposições com o projeto  “Mulheres da Lua”, que cê pode ver mais sobre aqui.

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Camilla Albano – Fotografia.

Instagram: https://instagram.com/camilla_albano/
Flickr:
https://www.flickr.com/photos/camilla_albano
Facebook:
https://pt-br.facebook.com/CamillaAlbanoFotografia
Para contato, orçamentos e pedidos:
camilla_albano@hotmail.com

E como dito no início do post também vou discutir um pouquinho sobre o assunto. Então, convido lobas e lobos, já que preconceito não escolhe gênero, para continuar a leitura.

Certamente, vocês devem ter visto ou ouvido falar de um comentário absurdo que andou circulando nas redes sociais nos últimos dias. O comentário acompanhava uma foto em que a mãe amamentava a sua cria naturalmente em público.

Sim, o comentário é medonho e não irei divulgá-lo aqui porque meu intuito não é perpetuar discursos de discriminação ou de ódio. Não. Meu intuito aqui é propagar o amor, a compreensão e o respeito.

E por qual motivo iniciei a discussão citando o tal do comentário? Bem, as palavras que construiam o comentário funcionaram como um verdadeiro puxão de orelha para a gente se dar conta ou reavivar na memória o preconceito irracional em volta da amamentação. E antes de eu citar inúmeros fatores e argumentos que invalidam essa discriminação, vou dizer só uma coisa:

A Mulher tem todo direito de fazer o que quer e na hora que quer. Não necessita de permissão. De comando. Ou muito menos da sua aceitação. Não precisa das suas regras para cuidar ou manusear o próprio corpo. Não precisa mudar hábitos ou se esforçar em mudanças dispensáveis porque alguém disse que não está dentro dos “padrões”. Dirá ser apenas respeitada pelo seu valor monetário ou sua posição de prestígio. Ora, bolas, a riqueza de uma Mulher consiste no que ela é e não no que tem.

Então, a Mulher decide se tornar mãe. E por isso perdeu todos os direitos ou já não é mais mulher? É apenas mãe? Por ser a única capaz de trazer vida ao mundo deve ser diminuída e rotulada? NÃO. Perdão pela minha sinceridade, mas se você pensa dessa forma, que ignorância!

Mãe é transcendente. Geradora. Nutridora. É vida. Criação. Fértil. Perpétua. E acima de tudo, é MULHER. Sim. Esse ser divino dotado de sabedoria, instintos e energia plena.

Dito isso, já é suficiente para invalidar qualquer preconceito não só acerca da amamentação quando acerca do ser Mulher. No entanto, como nossa sociedade não é nada consciente, deixa eu explanar outros fatores científicos.

A amamentação é de suma importância para a saúde da criança e da mãe. O aleitamento materno proporciona a criança nutrientes essenciais tanto para o seu desenvolvimento como para o desenvolvimento de seu sistema imunológico. E engana-se quem pensa que esses nutrientes podem ou são substituídos pelas fórmulas do mercado. O leite materno contém propriedades anti-infecçiosas, sais minerais, vitaminas, proteínas e água, tudo que sua cria necessita nos primeiros meses/anos de vida.

Pois é, sabe aquele negócio de “só vou amamentar a minha filha por seis meses ou três meses porque não quero ficar com os seios caídos”? Que bobagem! Cê está negando saúde a sua filha por estética. Ou aquele “sua filha tem dois anos e ainda amamenta? Aff, por que não toma mamadeira?” Mais uma vez, você está negando um sistema imunológico reforçado e a prevenção de muitas doenças a sua filha por conta da idade dela. E desde quando tem prazo de amamentação?

Como a própria artista disse: “Amamentação em livre demanda e prolongada”!

Além do mais, a amamentação é uma ótima forma de prevenir o câncer de mama nas mulheres. E a mastite (inflamação mamária) também.

E não sou eu quem diz isso. Não. São os médicos, especialistas e pesquisadores.

Dito tudo isso, você realmente acredita que a amamentação é um ato exibicionista, pobre, despudorado e de conotação sexual? Desculpa, mas você está com um olhar equivocado de natureza. Volte para os livros, vá para a natureza e reflita. E se você, homem ou mulher, acha que o ato de amamentar tem alguma conotação sexual, procure ajuda.

E sabe do que mais? Direitos e saúde a parte, amamentar é, sobretudo, um ato de amor. Um ato em que cria e mãe compartilham da mesma energia e que se conectam como uma só.

Ensaio Afeto por Camilla Albano Fotografia.

Ensaio Afeto por Camilla Albano Fotografia.

Minha gente, como resistir a tanto amor? A tanta beleza, simplicidade e inocência? Digam-me? Pois não sou capaz. Derreto-me a cada vez que cruzo os olhos com esse maravilhoso ensaio. Um ensaio que tem sido compartilhado nas redes sociais da moça, Camilla, e de todas as mamães e pessoas que são a favor desse ato tão natural. E preciso dizer que está tendo grande repercussão, aceitação e é muito lindo de ver tudo isso.

Sou admiradora do trabalho da Camilla desde que a conheci e cada vez mais só me surpreendo com seus ensaios, projetos e as causas com que simpatiza. É muito amor! Não esqueçam de acompanhar a moça em suas redes sociais, que estão ali acima, pois vale muito a pena.

Ah! P.S: Esse ensaio foi tão mágico que uma outra fotógrafa espirituosa foi convidada para participar, a Dani Chaves. Em breve, posts dela aqui e de suas artes, hein!

Espero que tenham gostado dessa alegria e desse puxão de orelha. Perdão pelo post grande. E, mais uma vez, a discussão está aberta nos comentários. Então, me diz o que achou e o que pensa, ok? Final de semana iluminado e até a próxima!

Beijos, beijos a loba da vez.

Inspiradicas: dois filmes inspirados nas obras de Fredérico Moccia.

Auuuuuuuuuu, auuuuuuu! Voltei a uivar por esses lados da floresta, minha gente!

Como estão? Como vão? Sumi e reapareci cheia de novidades.

Vim compartilhar dois filmes de romance adolescente que são inspirados em livros Young Adults que fazem parte da minha lista no Skoob. Sabe, aqueles que a gente assiste sozinha e fica com os olhos brilhando feito bobas? Vem ver.

  • Paixão Sem Limites (3MSC)

3 metros sobre el cielo

Paixão Sem Limites (Tres Metros Sobre El Cielo) é um romance/drama adolescente inspirado na obra literária de nome homônimo do autor Fredérico Moccia, lançado em 2010 e se tornou o filme de maior bilheteria do ano na Espanha.

O filme acompanha o drama de um jovem motoqueiro, Hache/H, que está atravessando um momento complicado na família e buscando sua identidade pessoal. Quando ele conhece Babi, uma moça de família conservadora e de classe social alta, as coisas mudam completamente em sua vida.

H gosta de viver a vida perigosamente e faz parte de uma turma de jovens rebeldes que apostam corridas ilegais, enquanto Babi é uma jovem educada a luz de princípios rígidos. Já deu para perceber que um romance entre esses dois seria improvável, certo? Contudo, o coração é terra incerta e traiçoeira, como a gente bem sabe, e os dois acabam por se apaixonar. Juntos descobrem novas perspectivas do mundo ao seu redor e lutam contra preconceitos e contra todos os os obstáculos para permanecerem juntos.

Descobri o filme por acaso e foi amor a primeira vista. Embora seja clichê, um romance entre dois jovens de classes sociais desiguais, Tres Metros Sobre El Cielo conta com a atmosfera de aventura e o choque entre duas personalidades adolescentes extremamente opostas, o que gera humor e aproximação pelo enredo. Além do mais, ver dois jovens saírem de sua zona de conforto para enfrentar novos desafios sociais nos faz voltar a época em que éramos adolescentes e seguíamos contra tudo e todos em busca de uma chance de sermos aceitos e felizes.

Sem falar nas relações familiares e de amizades que são bastante presentes e fortes na construção da trama. Como a amizade de H com Pollo e a de Babi com Katina, por exemplo. Amizades que atravessam tempestades e que nos fazem lembrar o sentido de ser amigo. Uma curiosidade é que a química entre os personagens principais foi tão absurda que os atores, Mario Casas e María Valverde, engataram um romance na vida real.

  • Sou Louco Por Você

245px-Tengo_ganas_de_tiSou louco por você (Tengo Ganas de Ti), por sinal, é a continuação de Tres Metros Sobre El Cielo, lançado na Espanha em 2012. O longa também é uma adaptação da obra De Frederico Moccia e dá continuidade a história de Babi e Hache.

Decorridos três anos após a separação do casal, Hache retorna à Espanha com Babi ainda em seu coração, apesar de a moça já estar em outro relacionamento. O retorno de H não traz só lembranças à tona, como também velhos hábitos e uma misteriosa garota, Gim, que parece já conhece-lo. Enquanto H se reconecta com as pessoas de seu passado, inicia um romance incerto com Gim.

Diferente de seu primeiro amor, Gim é uma mulher geniosa, espontânea, cheia de sorrisos, com talentos excepcionais e parece ser a grande chance de H tirar Babi de vez da cabeça. No entanto, parece. Veja bem.
Diante de mudanças e do crescimentos dos personagens, novos desafios são enfrentados, como as relações entre mãe e filho ou entre irmãs/irmãos, que se fazem presente ao longo da trama e nos deixam com os olhos vazando, diga-se de passagem. Outro ponto forte é resolução dos conflitos que ficaram abertos na trama anterior e as consequências que essas resoluções podem acarretar. Bônus para a trilha sonora também! Xiiii, posso dizer mais nada sem revelar SPOILER.

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Minha gente, quase surtei ao descobrir que Tres Metros Sobre El Cielo tinha continuação e não tardei a conferir. Devo dizer que foi igualmente apaixonante acompanhar os personagens, embora tenha ficado com o gostinho amargo de inacabado na boca (não posso explicar mais sem mencionar spoiler). Por outro lado, a personagem Gim foi uma surpresa muito agradável. É uma mulher forte, atrevida e que não se deixa ser diminuída.
Ah! O filme também foi sucesso de bilheteria.

Lobas e lobos, super indico os filmes. Sem dúvidas, eles são mais do que minhas palavras poderiam interpretar. Tem muito romance, mas não se trata apenas disso. Trata-se de escolhas e de como a vida pinta seu próprio curso. E outras, os livros são obrigatórios para quem gosta de romance e da pegada Young Adults. Vou ficando por aqui e até o próximo Inspiradicas. Não deixem de me contar o que acharam, ok?

Beijos, beijos a loba da vez.

Resenha: A Música do Silêncio – Patrick Rothfuss.

Auuuuuuuuuuuuuuu, auuuuuuuuuuuuuuu!

Espera! Antes de ler o post tenho que avisar. Calma que não é SPOILER. Relaxou? Sigamos em frente. Se você não conhece o mundo fantástico do escritor americano Patrick Rothfuss ou se você não gosta de passar o tempo com uma leitura monótona e cheia de segredos, então fique por aqui. Caso contrario, sinta-se a vontade para saber mais um pouquinho sobre A Música do Silêncio.

Com 144 páginas, o livro é uma variação do enredo da Crônica do Matador do Rei, ou seja, pertence ao maravilhoso mundo do nosso adorado Kote e fui publicado no início desse ano, em Janeiro de 2015, através da Editora Arqueiro. Quem pega um exemplar nas mãos na livraria, dá de cara com a afirmação: “Este é um livro diferente”. Sim, é muito diferente. A escrita, então, nem se fala. É mais que meticulosa se comparada a outros enredos. Vamos a sinopse?

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Sinopse: Debaixo da Universidade, bem lá no fundo, há um lugar escuro. Poucas pessoas sabem de sua existência, uma rede descontínua de antigas passagens e cômodos abandonados. Ali, bem no meio desse local esquecido, situado no coração dos Subterrâneos, vive uma jovem. Seu nome é Auri, e ela é cheia de mistérios. A música do silêncio é um recorte breve e agridoce de sua vida, uma pequena aventura só dela. Ao mesmo tempo alegre e inquietante, esta história nos oferece a oportunidade de enxergar o mundo pelos olhos de Auri. E nos dá a chance de conhecer algumas coisas que só ela sabe… Neste livro, Patrick Rothfuss nos leva ao mundo de uma das personagens mais enigmáticas da série A Crônica do Matador do Rei. Repleto de segredos e mistérios, A Música do Silêncio é uma narrativa sobre uma jovem ferida em um mundo devastado.

O livro conta com descrições objetivas das variações e dos locais do subterrâneo, onde Auri passa a maior parte da aventura, já que lá é o seu lar, e aos poucos vamos conhecendo mais sobre a vida misteriosa de Auri. Nas primeiras linhas, percebemos como ela se relaciona com o lugar, como se fosse parte integrante dele e não apenas uma ocupante. Apesar de suspeitarmos dos sofrimentos que marcaram a vida de uma menina que se revela deveras inteligente, conseguimos captar a sua amistosa amizade, a sua graça em um lugar que é tão sujo e obscuro e a sua resistência em gostar do que é certo e de direito.

A narrativa não traz grandes surpresas, mas atestam um pouco da história de Auri, que a gente já suspeitava. Como, por exemplo, Auri não é o seu nome verdadeiro ou o fato de a moça ter sido estudante de Alquimia na Universidade. Temo que outras informações sejam dadas como SPOILER, então deixo a decisão de leitura com vocês.

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Na minha opinião, se é que ela vale de alguma coisa, a leitura se tornou maçante por conta da quantidade de descrição e da falta de um clímax característico. A falta de um desfecho meio que desmotiva a continuação da leitura e altera os ânimos. Apesar de acreditar que a escolha da narrativa descritiva funcionou muito bem para criar em nosso imaginário todas as ramificações do subterrâneo, não nego que foi uma escolha perigosa. Deveras, na verdade. Uma escolha que colocou em risco o ritmo, a continuidade e a progressão da história. Então,  concordo com o próprio autor ao escrever:

“Então. Se você leu este livro e não gostou, me desculpe. A culpa é minha. Esta é uma história estranha. Talvez você a aprecie melhor numa segunda leitura. (Quase todos os meus livros são melhores da segunda vez.) Mas também pode ser que não. Se você é uma das pessoas que acharam esta história desconcertante, tediosa ou confusa, peço desculpas. A verdade é que provavelmente ela não era para você.”

Esse trechinho é do próprio Patrick Rothfuss que já sabia da possibilidade do livro não ser bem aceito por todos os seus leitores. Bacana da sua parte em ser sincero e dar a chance do leitor que acompanha o Kote escolher, não é?

Perdão se acabei jogando um balde de água fria nos ânimos, essa não era minha intenção, só quis esclarecer minha opinião e deixar em aberto para você, caro leitor, fazer a sua escolha.

Um final de semana de luz para nós e até o próximo Litera! Ah! Não esqueçam de me contar se já leram e o que acharam ou se ainda vão ler. Olha lá, que o feedback de vocês é essencial. É muito bom deixar o post aberto para discussão e receber a opinião de todos.

Beijos, beijos a loba da vez.

A importância do culpado.

Auuuuuuuu, auuuuuuuuuuu….!

Olá, lobos e lobas. Como estão? Espera, deixa eu contar: toda vida que uivo me lembro da Hermione em Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban, maluco, não é? Apesar de meu uivo não ter nenhuma relação com a saga, que amo, diga-se de passagem, e sim com o desabafo e com a admiração por esses animais magníficos.

Vamos ao assunto que interessa? Ultimamente tenho estado super atrapalhada com o tempo e não tenho postado com tanta frequência, mas não esqueci do Uiva que passa ou do Desperta, Mulher e é por isso que estou vindo aqui rapidinho ter com vocês. Está passando da hora de soltar os uivos que ficaram presos durante este tempo. Vem comigo!

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Tantos pensamentos voavam por minha mente. Incertezas, dúvidas e, sobretudo, vontades. E não há uma forma correta de organizá-los porque há muito se tornaram uma desalinhada bagunça. Um novelo repleto de nós sem uma ponta sequer.

Tanto que eu queria. Tanto que confabulava. Tanto que sonhava. É. Encontrei a palavra. Não diria certa, mas apropriada. Sim, eu sonhava. Não livremente ou estampado para o mundo inteiro. Ouso dizer quem nem mesmo para mim. Mas em algum lugar do meu eu confuso. Em algum lugar protegido. Cercado. Dentro de uma caixa, quem sabe. Existiam sonhos. Desses que nos fazem burlar a caótica realidade ao longo dos dias para nos fazer seguir, embora jamais tenhamos tido uma ideia clara do onde.

Tanto que eu achava. Julgava. Cultivava certezas. Agora, contudo, reduzidas a meros “se’ ou “serás”, vejo que não tinha razão. Não fazia ideia. Não sabia. É. Essa é a verdade. Eu não sabia. E estaria me enganando se pensar que agora sei. Agora, ao contrário dos livros e filmes, é só mais uma palavra. Não me revela nenhuma convicção ou antecede uma mudança, pelo contrário, só me dá a certeza de que eu nunca soube realmente de nada. De que era ilusão. Desconhecimento. E um punhado de dor, é claro.

E em meio a tantos pensamentos, um consegue ser recorrente. É cheio. Ele me diz. É lotado. E instantaneamente meu eu está completando a sentença. Não dá para suportar. Não há espaço suficiente. Não há coragem. Não há vontade. Nem amplitude. Só paredes. Diminuídas. Fechadas. Encurraladas.

Minha pele e todos os meus movimentos atuam em um frenesi. Constante. Impossível de ser contido. Eu quero mais. Grita meu tecido, veias, ligamentos, ossos e carne. Eu quero sair. Fugir. Desatar os nós e deixar que me eu escorra para fora dessa prisão inconcebível que me tornaram. Já não sou mais leveza. Nunca fui piano. Embora sempre lutasse para ser a mansidão das notas. Não. Agora sou copo cheio, panela apitando, guarda-roupa abrindo.

E eu não faço a menor ideia de como cheguei até aqui. Quero dizer, posso ter algumas hipóteses. No entanto, dói está dúvida incessante: foi eu ou foram eles? por Tamires Branu.

Beijos, beijos a loba da vez.

Inspiradicas: retro, vintage e muito estilo!

Auuuuuu, auuuuuu! Quinta-feira de sol por aqui, leitores. Como vão? Espero que tudo bem.

Lobas, precisei me afastar um pouquinho do blog para escrever uns contos para participar de alguns concursos. Os contos já foram enviados e agora só estou cruzando os dedos. Então, voltei com um assunto de alegria e que há muito não falava aqui no blog.

Não sou mestra no assunto, mas cá estou eu para falar de moda novamente. Não tenho os olhinhos voltados para todas as tendências que vão surgindo, como a maioria das garotas, mas tenho meus gostos e apreciações. E hoje vou falar um pouquinho sobre dois deles: retro e vintage!

Gosto de coisa antiga, gosto de coisa da vovó, julguem-me. Sempre tive a impressão de estar na época errada. Quando assisto a filmes de época, deleito-me com as peças dos guarda-roupas dos personagens. Sim, puro deleite, daquele que consegue me arrancar um suspiro. E não só pelas roupas, mas os acessórios, os móveis, os carros… Ai ai.
Vamos conhecer um pouquinho mais sobre?

images1Retro deriva do prefixo latino retro, que significa “para trás” ou “em tempos passados”. Antes de chegar no mundo americanizado, surgiu na França com a palavra “rétro”, uma abreviação para rétrospectif. O jeito “rétro francês” da década de 1970 foi aplicado nos cinemas e em novelas, transmitindo moda nostálgica francesa desse mesmo período.

No geral “retro” é o mesmo que o “old fashioned”, ou seja, o clássico. Então, no mundo da moda, o retro faz uma verdadeira retrospectiva ao passado, trazendo à tona peças, ítens e acessórios clássicos de uma forma saudosa na era modernizada.

Atualmente, Retro pode ser aplicado a tudo que é antigo e peculiar, que já não existe mais, que é difícil de encontrar e que remonta a uma certa época do passado. Por exemplo, também pode ser aplicado a formas de obsolescência tecnológica, como por exemplo, máquinas de escrever, caixas registradoras, volumosos celulares à mão, ou a ressurreição de jogos de computador velho.

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Vintage é um estilo de vida e moda retrógrada, uma recuperação de estilos das décadas de 1920, 1930, 1940, 1950 e 1960. A diferença entre vintage e retro é que pode-se chamar de vintage tudo aquilo que é antigo e continua a fazer sucesso. Por exemplo, aquele vestido comprado no brechó, tão antigo quanto sua avó, mas que você pode usar e abusar até hoje.

Outro exemplo do estilo vintage é o pin-up: um estilo que recentemente tem apaixonado o universo feminino, originário dos anos 40/50 e marcado por uma grande sensualidade. Começando pelo cabelo, o que mais caracteriza o estilo pin-up são as franjas, os cabelos enroladinhos, acessórios como faixa de cabelo, lenço, flores e laços. Estampas de bolinhas, xadrez. Shorts e calças de cintura alta. E óculos de sol, é claro.

1008398_conheca-todas-as-facetas-do-estilo-katy-perry*OBS: todas as fotos foram retiradas da internet.

Sou alucinada pelo estilo retro e o pin-up. Sou antiga, fazer o quê. De vez em quando arrisco umas peças aqui e acolá e devo dizer que faz muito bem para a autoestima. Um lenço, um óculos redondinho, saias e muito poá, são os meus favoritos. E o que falar das peças de decoração? Vontade é que não me falta de ter um cantinho vazio para ajeitar do jeitinho que gosto. Diria até que prefiro peças de decoração a peças para o guarda-roupa. Se me deixar entrar em uma loja com artigos para casa, não saio nunca mais.

Embarcando nessa pegada ‘old’ separei um insta especial de uma artista que é apaixonada por essas tendências, olha só:

A @amandaroosevelte é tatuadora, ilustradora e tem um carisma enorme. Já falei um pouquinhos dos trabalhos inspiradores dela aqui no blog e hoje compartilho o estilo dela:

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Quem acompanha o insta da Amanda sempre se surpreende com os looks e com as maquiagens que a artista usa. Poá, tendência de biquíni e sutiãs com tiras, vestidos que remetem a década de 60 e maquiagem clássica. E o que falar dessa franjinha no meio da testa? É só amor.

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*OBS: todas as fotos foram retiradas do instagram oficial da artista.

Como não se apaixonar? Além do mais, ela sempre dá dicas de como conseguir e onde comprar os produtos. Eu mesma já peguei indicações com ela e fiquei muito satisfeita. Sem falar que não é só no estilo que a ilustradora arrasa, dá uma olhada nessas ilustras pin-up que ela desenhou:

Ilustração por Amanda Roosevelt.

Ilustração por Amanda Roosevelt.

Amanda Roosevelt ilustração 2.

Ilustração por Amanda Roosevelt.

Amanda Roosevelt ilustração 1.

Ilustração por Amanda Roosevelt.

Cola nos contatos da artista:
Instagram: @amandaroosevelte
Site: http://www.amandaroosevelt.com/.
Page: https://pt-br.facebook.com/amandarooseveltart.

Espero ter diminuído o cinza da quinta de vocês com tanta inspiração. Vou ficando por aqui, lobos e lobas. Se eu continuar com o post sou capaz de largar tudo para comprar acessórios vintage (Brincadeirinha!). Até a próxima e respira que amanhã já é sexta!

Beijos, beijos a loba da vez.