Resenha: Homem-Formiga – Filme

Saudações positivas para vocês, leitores! Amanhã já é sexta e daqui a pouco estamos desfrutando do fim de semana. Auuuu, coisa boa! No Literaócio de hoje resolvi trazer novidade fresquinha e recém-saída do forno: a nova estreia da Marvel, Homem-Formiga/Ant-Man.

Os filmes da Marvel são bastante esperados e, talvez, seja por isso que a expectativa acabe te deixando com aquele gostinho de crítica na boca e com aquele pensamento recorrente na cabeça: esperava mais.

A Marvel acabou me decepcionando (exceções: Guardiões da Galáxia e Demolidor), mas isso é história para outros dias. Há quem diga que a história (Homem-Formiga/Ant-Man) adaptada para o cinema chega a ser mais coerente que a dos quadrinhos e tece críticas boas para o “filme pequeno” da Marvel.

Contudo, ainda não estou certa de tecer apenas positividade sobre a nova aposta. Não posso negar que minha relação com a Marvel sempre foi de inquietação. Inquietação quanto aos estereótipos dos personagens, como vilões e heróis, quanto ao exagero no sentindo de ir contra em relação aquilo que se afirma do próprio mundo (No início, sempre é dito algo que é impossível de ser feito ou acontecer e sempre acaba acontecendo no final) e quanto ao enredo um tanto fraco e apelativo para a ação. Então, talvez, só talvez, minha crítica não seja tão válida.
Enfim, vamos ao filme?

Pôster do filme Homem-Formiga nos cinemas.

Pôster do filme Homem-Formiga nos cinemas.

Lançamento: 16/07/2015;
País de origem: EUA;
Direção: Peyton Reed;
Sinopse:
“O ladrão Scott Lang (Paul Rudd) começa a trabalhar para o cientista Dr. Hank Pym (Michael Douglas) a fim de reaver uma fórmula que permite o encolhimento de um homem até o tamanho de uma formiga. Mas a missão de recuperar a fórmula se transforma na luta para salvar o mundo das mãos do antigo sócio de Pym, Darren Cross (Corey Stoll), conhecido como Jaqueta Amarela.”

O filme faz um paralelo entre o primeiro Homem-Formiga, Hank Pym, e o segundo, Scott Lang, através da preparação para a missão já planejada pelo estudioso Hank contra seu formidável e nada cativante aprendiz, Darren Cross.

No início, somos apresentados a empresa do cientista/herói e a sua preocupação em manter seu segredo a salvo, enquanto nos é apresentado o ex-presidiário e especialista em roubo, Scott Lang, a sua vida nada promissora e a sua discrepância em relação a sua antiga família e sua pequena filha.

Daí se desenrola o primeiro ponto positivo: o cenário secundário não é romance (ao menos). Pelo contrário, temos um paralelo de conflitos entre pais e filhas, protagonizado por Scott Lang e sua filha, Cassie e por Hank e sua filha, Hope, quem é já adulta.

Outro ponto positivo é a comicidade de alguns personagens. Comédia sempre foi um elemento integrante nos filmes da Marvel. Contudo, devo dizer que este realmente consegue atender a definição de comédia. É cômico, fazer o quê.

Os últimos pontos positivos são quanto a qualidade das cenas de ficção do herói  e o modo como a batalha final foi pensada. Os efeitos são bons… Tudo bem, são ótimos. Não, são explosivos. E a batalha no quarto da filha de Scott é criativa e incomum de acordo com os padrões da Marvel (não foi tão exagerada e, na verdade, para o conceito do filme (encolher/aumentar) foi cabível e plausível).

É. Fui justa. Mas deixa eu ser só mais um pouquinho? No mais, o filme segue a linha de sempre: narrativa previsível, lenta e fácil, vilão vítima de clichê, herói não muito heroico (quero dizer, uma missão lhe foi dada e ele cumpriu e só)…
Minha conclusão? Até que foi bom para um filme da Marvel (haters gonna hate!).

E você aí, precioso leitor, não se sinta desanimado, pelo contrário, vá tirar suas próprias conclusões acerca do filme!

Beijos, beijos a loba da vez.

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2 comentários sobre “Resenha: Homem-Formiga – Filme

  1. Olá, Tamiris. Amei o texto, mas discordo quanto aos filmes da Marvel. Acho que são fieis aos quadrinhos e seguem sempre muito bem a linha fantasiosa. São heróis dos quadrinhos que passam para as telonas e não são nada reais. Acho que não dá pra esperar muito da nossa realidade, o gostoso desses filmes é justamente fugir da realidade. O enredo do Ant man e de tantos outros filmes da Marvel é bem definido mesmo, mas é isso que os heróis fazem, recebem uma missão e a cumpre. Se segue mais filmes da franquia depois, continuam tendo uma missão e executando-a, entre pares românticos, dramas familiares, empregos mal resolvidos, tragédias e tantas outras coisas. Bom, era isso. Sucesso sempre na escrita!!!

    Curtido por 1 pessoa

    • Oi, Amada, tudo bem? Respeito total, inclusive tenho um primo que tenta desesperadamente mudar meu ponto de vista, mas encasquetei com a Marvel e com o modo que alguns roteiros tomam. Mesmo um mundo fantástico e mágico possui a suas regras e tais regras não podem se contradizer. E a Marvel de certa forma acaba fazendo isso para fugir da mesmice e dar aquele quê de toque final nos filmes. Também sei que a possibilidade de criar uma história baseada na hipótese da profecia é super válido. Isso conta nos estudos de escrita. No entanto, no filme, ao meu ver, a ideia e consolidação do herói como tal ficou um pouco prejudica em comparação a outras adaptações da Marvel. Sem falar que os filmes da Marvel seguem uma mesma linha e o vilão vai nessa onda. Enfim, muito obrigada pela visita e pelo comentário. gosto muito ver opiniões contrárias aqui, afinal, tudo ajuda a construir a discussão.
      Obrigada, de verdade! Espero você mais vezes por aqui. 😀
      Beijoos!

      Curtir

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